AIDS no foco do Ministério da Saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, oficializou no último dia 30/11 o processo de transferência de tecnologia do antirretroviral sulfato de atazanavir, que deve acontecer até 2016. O medicamento é essencial para o coquetel de portadores do vírus da Aids, na fase intermediária.

A produção do medicamento acontecerá na Farmanguinhos (Instituto de Tecnologia em Fármacos) da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro.

Especialistas do órgão irão aos Estados Unidos aprender a fabricar a matéria-prima do remédio com o laboratório Bristol, que possui a patente do comprimido até 2017.

A partir do primeiro trimestre do ano que vem, a rede pública de saúde produzirá apenas o rótulo do medicamento.

“Fundamental. O Brasil passa a produzir mais um medicamento contra a Aids – com tecnologia nacional”, disse o ministro durante evento na Fiocruz, na véspera do Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

A expectativa é que o Ministério da Saúde economize inicialmente R$ 385 milhões durante os cinco anos de parceria com a empresa americana.

O antirretroviral, que já é distribuído aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), é utilizado por cerca de 45 mil pessoas – 20% do total de pacientes, 217 mil. Atualmente, o governo gasta em média R$ 86,4 milhões por ano com a compra do medicamento.

Cada comprimido com 300 mg de Atazanavir custa R$ 5,58. O custo da dose de 200 mg é R$ 3,53. O medicamento é utilizado diariamente pelo portador do vírus.

O Ministério da Saúde afirma que disponibiliza gratuitamente 20 antirretrovirais, que representam investimentos de R$ 850 milhões por ano na aquisição dos medicamentos. Desses 20, oito resultaram de parcerias: atazanavir, tenofovir (desde 2009), raltegravir (desde 2011), ritonavir termoestável, lopinavir com ritonavir, ritonavir cápsula gel, tenofovir com lamivudina (2 em 1), e tenofovir, lamivudina e efavirenz (3 em 1).

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