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Ajude a construir uma casa para garota com doença rara · Nós apoiamos!

Por Margarida Azevedo · JC.

Nataly Bianca tem síndrome de Rett. Precisa morar num imóvel adaptado. Sua mãe faz campanha para arrecadar R$ 10 mil.

Atrás de uma residência no Alto do Sol Nascente, em Olinda, Grande Recife, um sonho encontra-se interrompido por falta de dinheiro. Ficou só na base. A manicure Fernanda Santos, 32 anos, tenta, há três anos, construir sua casa na parte posterior do imóvel onde vivem seus pais. Necessita de uma moradia adaptada para a filha Nataly Bianca, uma garota de 10 anos que tem Síndrome de Rett, doença rara que a impede de falar e andar. Somente com cômodos adaptados será possível pedir ao Sistema Único de Saúde (SUS) a montagem de um home care. Para concluir a construção, Fernanda lançou uma campanha a fim de arrecadar R$ 10 mil.

Até ontem ela havia juntado R$ 1.710. A lista de compras é grande: mil tijolos, 40 sacos de cimento, 10 metros de canos, 44 telhas Brasilit, portas, janelas, gesso, cascalho. “Com um espaço adequado em casa Nataly poderá fazer fisioterapia com um profissional, por exemplo. Atualmente não a levo para sessões fora porque o estresse durante a locomoção é grande. Ela tem crises de convulsão, o que impede a realização da atividade”, explica Fernanda, que busca quem a ajude.

A casa em Olinda vai facilitar também o deslocamento. Atualmente elas moram no bairro de Dois Unidos, Zona Norte do Recife, numa residência que pertence à família do atual marido de Fernanda. Para chegar e sair do imóvel, a manicure percorre duas ladeiras e uma escadaria carregando Nataly nos braços. A garota pesa cerca de 20 quilos. “Um dos meus joelhos não aguentou. Está inflamado e dói muito. Tenho que fazer um exame, mas ainda não consegui agendá-lo no posto de saúde”, lamenta Fernanda.

Em julho, a manicure parou de trabalhar. Deixou o emprego para cuidar melhor da filha. Sem tomar o canabidiol (medicamento com substâncias derivadas da maconha, cedido pelo Estado), a garota sofreu uma convulsão mais forte e se machucou ao bater uma perna na outra. Teve que ser hospitalizada. O marido de Fernanda está desempregado. A renda da família hoje é de um salário mínimo do benefício pago a Nataly.

NOVO LAR

O projeto é o imóvel ter dois quartos, banheiro, cozinha, sala e terraço. “Os R$ 10 mil não serão suficientes para pagar a mão de obra. Mas só comprar o material de construção já ajudará muito. Faremos um mutirão para construir a casa”, afirma a manicure. “Se algum dono de armazém ou material de construção quiser ajudar será ótimo”, complementa.

A campanha está no site Vakinha Virtual (www.vakinha.com.br), com o nome Um lar para Nataly. As doações podem ser por cartão de crédito ou de débito, além de boleto bancário. Outra opção é depositar qualquer quantia na Caixa Econômica Federal na conta poupança 013 00029942-9, agência 0045, em nome de Elian Cruz da Costa. “Qualquer valor é muito bem-vindo”, diz Fernanda.

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