Conflitos de escolha pelo Home Care

Ao adotar um novo serviço, produto ou tecnologia, a decisão do consumidor é influenciada pelo que a ciência chama de modelo mental, uma espécie de mapa de fatores associados ao serviço, formulado pelo próprio consumidor e que são utilizados para avaliar o grau de risco de suas novas escolhas.
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No caso de optar pelo serviço de Home Care, o paciente ou o familiar talvez raciocine que, embora não esteja em um típico ambiente hospitalar, na residência poderá controlar todo o processo do tratamento e dos cuidados de enfermagem e médicos oferecidos. Um modelo mental simples para avaliar os conflitos da escolha pelo serviço de atendimento domiciliar, no caso representado por um mapa que compara estrutura com a possibilidade de gerenciar a assistência.
Naturalmente, esse modelo exemplificado é uma ideia genérica dos fatores avaliados nos conflitos de escolha pelos serviços de Home Care. A opção pela deshospitalização vai depender de outras variáveis – indicação médica, condições do paciente, disponibilidade do serviço, nível de conhecimento, avaliação clínica, decisão da família, existência de cuidador, influência do meio social -, muitas delas fora do controle do paciente ou seu familiar.
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Obviamente, quanto mais fatores forem elencados, mais complicada é a decisão do consumidor pela escolha do atendimento do Home Care, pois mais difícil será determinar os riscos associados à escolha pelo serviço. E aqui cabe a atuação dos interessados no crescimento dessa assistência, trabalhando os conflitos de escolha desse consumidor e do meio social.
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Na prática, na maioria dos casos, a decisão do consumidor sofre influência de um plano de saúde, pois o doente e sua família desconhecem a existência do serviço e a possibilidade de usufruí-lo. Influência positiva, à medida que contribui para a melhora das condições de vida do paciente.
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As empresas que prestam esse serviço ao aceitarem a existência de um mapa de fatores relevantes para a adesão ao Home Care,  precisam fazer uma avaliação precisa de todos eles, reunindo dados, estimando parâmetros e determinando de que modo esses fatores podem interagir para facilitar a escolha do paciente e seu familiar.
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Para o bem do Home Care, os modelos de escolha aplicados pelas pessoas na vida real, de modo geral, existem de forma semiconsciente em suas mentes, principalmente quando se trata de assuntos relacionados à saúde. Isso significa dizer que se o consumidor for capaz de identificar as vantagens de utilizar o Home Care em detrimento da permanência no hospital, terá o serviço mais sucesso.
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Os conflitos de escolha estão presentes em todas as inovações. É preciso que reconheçamos que para a maioria das pessoas os serviços de Home Care ainda são uma inovação, e que toda inovação envolve conflitos de escolha entre os riscos da adesão e o efetivo retorno. Por isso a necessidade de o mercado refletir sobre os efeitos dessa inovação e de como trabalhar para crescer.

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