Os cuidados com equipamentos em Home Care

Clube de Benefícios

Nem sempre as empresas de assistência domiciliar controlam ou acompanham junto aos fornecedores ou nas casas dos pacientes se os equipamentos estão aptos, ainda que estejam funcionando.

Muitos pacientes assistidos por Home Care contam em suas próprias casas com toda a infraestrutura de equipamentos médicos necessários para a continuidade e manutenção dos cuidados de saúde do doente. Em geral os equipamentos são fornecidos pela própria empresa responsável pela assistência, no limite da assistência e da cobertura do plano, sendo que na maioria dos casos, os aparelhos são implantados por um fornecedor contratado pela empresa de Home Care, para essa finalidade.

Os equipamentos médico hospitalares do Home Care abrangem aparelhos de terapia respiratória (ventiladores mecânicos, bipap, etc… .), de oxigenoterapia (concentradores de oxigênio), nutrição enteral (bombas de infusão e outros), vias aéreas (nebulizadores, aspiradores, etc… .), mobiliário hospitalar (camas, cadeiras, entre outros), além de outros equipamentos para monitoramento de sinais vitais. Entre esses equipamentos também estão aqueles classificados como de suporte à vida, quando o paciente depende do equipamento para viver.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável por regulamentar a introdução e utilização de equipamentos médicos hospitalares, definindo as aplicações e condições necessárias a serem atendidas pela indústria para que o equipamento esteja apto a ser utilizado e comercializado. Um equipamento médico sem registro ou com registro vencido não pode ser utilizado para fins assistenciais.

Cada equipamento médico tem definido em seu manual, de acordo com as suas especificações, as condições que devem ser atendidas em termos de manutenções preventivas (troca de filtros bacteriológicos, higienização, etc… .) e/ou de calibração das suas funcionalidades. Quando isto não está disponível o fornecedor tem obrigação de informar. Estas condições quando não atendidas alteram a qualidade de funcionamento dos aparelhos, colocando em risco inclusive a saúde do paciente.

 

Alguns exemplos:

  • Concentradores de oxigênio utilizam Filtros de Entrada de Ar, que devem ser trocados anualmente ou de acordo com o nível de sujidade que apresente. Quando não realizada, prejudica o nível de pureza do oxigênio entregue ao paciente.
  • Ventiladores Mecânicos utilizam Espumas para filtragem bacteriana e sujidades do ar ambiente. Em geral estas espumas ficam na parte traseira do aparelho, acomodadas em portas exclusivas, a exemplo do ventilador Trilogy e Puritan Bennet 560 (ambos domiciliares). Esta espumas devem ser trocadas toda vez que o aparelho é implantado em um novo paciente; quando se observa alto nível de sujidade e/ou anualmente.
  • Ventiladores Mecânicos e Bombas de Infusão devem ser calibrados anualmente ou em tempo menor de acordo com as funcionalidades do aparelho. A calibração assegura que as entregas dos aparelhos cumprem estão dentro das margens de erro estabelecidas no manual e obrigatórios para que o equipamento esteja apto ao uso.
  • Todo equipamento deve ser higienizado com substância que assegure sua correta limpeza. Equipamentos utilizados em Home Care são implantados mais de uma vez e em muitas casas de doentes. A correta higienização assegura que as condições de limpeza não colocam em risco a saúde do paciente.
  • Glicosímetros para medição de glicemia capilar devem ser semanalmente testados para avaliar sua eficácia e eficiência na informação dos resultados. Em geral os equipamentos têm substâncias específicas para testes que são disponibilizados pelo fornecedor.
  • Entre outros...

 

Ocorre que nem sempre as empresas prestadoras dos serviços de assistência domiciliar controlam ou acompanham junto aos fornecedores ou nas casas dos pacientes a qualidade dos equipamentos e a validade das manutenções preventivas e serviços que asseguram que aquele aparelho está apto a funcionar correta e seguramente.

Outro fato é que muitos fornecedores não cumprem os serviços de manutenção preventiva e até de processos de higienização. E isso fica por isso mesmo. Em geral, empresas certificadas são reguladas a monitorar seus fornecedores e/ou seus processos para isto, mas por se tratar de processos de segurança da assistência deveriam ser observados e cumpridos por todos, independentemente.

É certo que a falta de manutenção preventiva, troca de filtros, espumas, calibração, entre outras necessidades, abrem espaço para o surgimento de problemas na qualidade da assistência prestada e até problemas com o paciente, às vezes não identificado pela equipe.

Algumas ações podem ser implementadas pelas empresas de Home Care para que se certifiquem de que os equipamentos cumprem os requisitos de qualidade estando aptos à assistência domiciliar:

 

  1. Todo equipamento deve estar acompanhado de etiqueta que informe: data da última higienização; data de troca de filtros, quando for o caso; data e validade da calibração, quando for o caso;
  2. Equipamentos menores devem estar selados em plásticos ou outro dispositivo com a informação externa da higienização;
  3. No caso de Ventiladores Mecânicos com filtros de filtragem bacteriana e sujidade do ar recomenda-se que o(s) Filtro(s) seja(m) instalado(s) na casa do paciente com acompanhamento da equipe de saúde ou do cuidador. Estes filtros devem ser trocados toda vez que o aparelho é implantado em um novo paciente.
  4. A empresa de Home Care deve solicitar do Fornecedor, cópia dos termos de calibração dos equipamentos implantados nos pacientes, toda vez que é implantado, assim como cópia dos procedimentos operacionais de higienização.
  5. No caso de concentradores de oxigênio, em que há necessidade de troca anual do filtro; a empresa pode solicitar a inserção de selo de segurança com a data da última troca, selando o vão da porta de entrada do filtro (na parte traseira do equipamento); e orientar sua equipe de enfermagem a checagem no momento das implantações ou visitas;
  6. Implantar em seus processos de controle de qualidade, que o profissional de enfermagem durante a implantação e visitas à casa do paciente sempre verifique as etiquetas dos equipamentos a fim de verificar se estão aptos à assistência, bem como realizar teste em glicosímetros.

 

Criaremos uma aba específica para orientações sobre equipamentos como forma de contribuir com a assistência oferecida ao paciente.

Deixe uma resposta

%d bloggers like this: