Cuidados paliativos: mais qualidade de vida

Por Simone de Oliveira · JJ.

Só no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HCSVP) existe um cadastro de 118 pacientes inseridos dentro do Setor de Cuidados Paliativos – que agrega os pacientes com alguma doença progressiva ou incurável, como câncer, demência ou até mesmo esclerose múltipla – recebendo orientações e atendimento especializado.

Ao se comemorar o Dia Mundial de Cuidados Paliativos (07/10), com o tema ‘Viver e Morrer sem dor: não precisa ser assim’, a proposta é lembrar da importância de oferecer um amparo emocional e psicológico aos pacientes.

De acordo com a geriatra e coordenadora do setor no Hospital São Vicente, Fernanda Rezende Dias da Silva, a intenção não é prescrever um tratamento diferenciado ou curar esse paciente, mas sim ajudar no controle dos sintomas, sejam eles físico, psicológico ou social, não só do paciente, mas de seus familiares. É dar o conforto diante da notícia inevitável da perda.

“Sabemos que é um momento de tristeza diante da notícia do diagnóstico, mas quando a família é amparada consegue ajudar ainda mais esse paciente e se preparar para a perda. Como há o envolvimento de vários profissionais, cada um oferece um amparo de acordo com sua especialidade”, explica.

A equipe multidisciplinar que atende os pacientes é formada por nutricionista, terapeuta ocupacional, geriatras, assistente social, técnicos em enfermagem, psicólogos, enfermeiras e uma secretária. “Quando há um controle da situação, a pessoa vive em paz e deixa a família também mais tranquila e pronta para aceitar a situação”, diz.

Rede particular – A médica do Programa de Atenção Domiciliar (PAD) do Grupo Sobam, Maria Luísa de Oliveira Cardoso Schledorn, afirma que durante esse trabalho a equipe deve aprender a se doar e a se comunicar com a família e com o paciente. Segundo ela, o cuidado não é apenas para as doenças oncológicas, mas destina-se a todas aquelas em que a possibilidade de cura é mínima.

“É preciso estudar e saber controlar os sintomas causados por estas doenças e, desta forma, diminuir o sofrimento preservando a autonomia. Na verdade, a proposta não é recuperar esses pacientes, mas sim acolhê-los nesse período de sofrimento. O cuidado paliativo é a essência do cuidar. É apaixonante, porém é preciso estudar e saber aplicar.”

A Sobam atende cerca de 200 pacientes no Programa de Atenção Domiciliar, deslocando a equipe multidisciplinar para atendimento na casa dos pacientes. De acordo com informações da assessoria de imprensa do Hospital Paulo Sacramento, existe um atendimento a pacientes paliativos, dentro do programa de Assistência Multiprofissional a Pacientes com Doenças Graves (CASE). São atendidos pelo menos 150 pacientes por mês, com foco em cuidados paliativos.

Já a Unimed Jundiaí conta com o serviço da Unimed Lar para internação e atendimento domiciliar. A internação domiciliar é para pacientes de alta complexidade dependentes de ventilação mecânica. Neste atendimento é montada uma estrutura no domicílio do paciente com a disponibilização de todos os equipamentos e insumos e também disponibilizada uma equipe de enfermagem 24 horas, fisioterapia diária, visita médica semanal e atendimento dos membros da equipe de acordo com a necessidade do paciente.

No domiciliar há a realização de atendimentos pontuais como a antibioticoterapia, soroterapia, curativos complexos, sondagens, fisioterapia respiratória, fornecimento de CO2 com indicação médica, pacientes em cuidados paliativos, pacientes acamados sem acesso a rede credenciada que necessitem de acompanhamento médico.

Comemoração – A equipe do Setor de Cuidados Paliativos do São Vicente montou uma programação aos pacientes e familiares. Entre os dias 10 e 13 de outubro, nos três períodos, o encontro irá proporcionar atividades envolvendo beleza (como massagem e corte de cabelo), exposição de fotos, apresentação musical, recitação de poemas, exibição de filmes e coral.

No dia 12, quando se comemora o Dia das Crianças, a garotada que estiver no hospital visitando seus parentes receberão doces e presentes. Já no dia 13, além das apresentações musicais, os pacientes e familiares podem participar da oficina de terapia ocupacional.


 

Fonte: Jornal de Jundiaí.

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