Custos na Saúde


Estamos medindo a coisa errada!

Análise realizada por dois conhecidos professores da Harvard Business School, Kaplan e Porter, conclui que o maior problema da saúde não é o sistema de planos e seguros nem o lado político, mas sim a falta de um exame minucioso dos verdadeiros custos envolvidos com o serviço e como controlá-los.

Para os dois titulares o segredo está em tornar o paciente e sua patologia o foco fundamental da análise para aferir custos e resultados. Falar em controle de custo não é novidade para o segmento da saúde, mas quando o assunto é o controle dos custos na Assistência Domiciliar podem-se ter conclusões diferentes, a primeira pergunta que fica e se fornecedores de Home Care possuem de fato uma ferramenta, sistema ou qualquer instrumento capaz de responder com assertividade o local aonde o calo aperta.

Fornecedores da Assistência Domiciliar estão mais preocupados em colocar “demanda para dentro” do que necessariamente gerir com propriedade a composição do preço dos serviços a partir dos custos efetivos que o paciente e sua patologia agregam para a organização.  Certo que esse comportamento nada mais é do que uma reação ao modo como os compradores estão realizando suas “compras” no mercado, como estão selecionando os fornecedores de Home Care.

A análise deixa claro alguns passos para o processo de mensuração do custo.

      1. Definição da patologia. Definir o problema de saúde, cujo custo será calculado.
      2. Estabelecer a Cadeia de Valor da Prestação da Assistência (CVPA), traçando as principais atividades envolvidas na atenção da patologia definida.
      3. Definir a trajetória que o paciente pode seguir ao avançar no ciclo de atendimento, identificando os recursos supridores de capacidade em cada etapa e os suprimentos consumíveis.
      4. Identificar estimativas de tempo em cada ponto da trajetória.
      5. Analisar os custos diretos de cada recurso envolvido na atenção ao paciente.
      6. Analisar a capacidade de cada recurso e seu custo unitário.
      7. Calcular o custo total da assistência ao paciente.

Certamente o segmento de Home Care deverá trabalhar maciçamente novas ferramentas de gestão, com planejamento, metas e objetivos mais bem definidos. A segunda questão que se coloca é se está preparado para essa já “velha realidade” do segmento de saúde, e se seus dirigentes, acostumados a colocarem “demanda para dentro”, conseguem digerir uma nova forma de gestão de Assistência Domiciliar no Brasil.

Para receber o estudo completo encaminhe mensagem conexao@conexaohomecare.com.br.

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