Da competição para a colaboração no Home Care

Apesar da existência de entidades que buscam congregar as empresas de assistência domiciliar em função de interesses comuns há espaço para que as próprias empresas e os profissionais de saúde, entre si, comecem a se reunir para se tornarem parceiros preferenciais e construírem fontes de referência. Essas reuniões sempre levam os participantes a conclusões de que ao trabalharem em parcerias e colaboração podem obter melhores resultados recíprocos.

Em vez de competir uns contra os outros para as referências, os participantes interessados acabam por formar uma nova organização para aproveitar todos os serviços das partes envolvidas. As organizações individuais acabam por reconhecer que seriam parceiros mais poderosos e eficazes em outros ambientes de cuidados quando formadas em uma rede. Nesse sentido, o objetivo final acaba por extrapolar a questão das fontes de referência, mas preencher lacunas assistenciais de cuidados existentes.

Para organizações que já atuam nesse modelo o fato de serem concorrentes em determinadas situações não significa que não se pode sentar à mesa e partilhar mais do que nunca de recursos, processos e sistemas, especialmente na área da saúde.

Os resultados aparecem em muitas áreas da organização e na melhora da rentabilidade. A organização trabalha em conjunto para superar problemas que até então se encontravam engavetados ou com prioridades secundárias, busca superar barreiras e se mostrar ao mercado de forma mais competitiva.

Se por um lado compartilhar venha a representar um risco na avaliação do gestor, por outro não há dúvidas de que representa a oportunidade da virada. É necessário estabelecer o que pode ser compartilhado e aquilo que é percebido como diferencial da organização, não reproduzido pelos outros e cuja dificuldade de reprodução seja extrema. Mas ainda assim, há diferenciais que mesmo compartilhados não representam risco, tão somente fonte de referencial em uma abrangência maior.

O mais importante é que se trata de uma intervenção de baixo custo, ou nenhum, já que as organizações de certa forma têm despesas em áreas que podem ser compartilhadas.

Exemplos disso são centrais de atendimento que consolidam a demanda de diferentes organizações, sendo especializadas no quesito atendimento e tempos de resposta e auxiliando as mais diferentes empresas que precisam do serviço.

Neste ponto, existem diferentes oportunidades de compartilhamento na assistência domiciliar em que os parceiros paguem menos por mais e que se tornem cada vez mais competitivos de forma colaborativa.

 

Por Benedito Silva.

Para saber mais sobre esse tema fale com a gente em conexao@conexaohomecare.com

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Conexão Home Care

Portal de Conteúdo e Informações da Atenção Domiciliar no Brasil.

2 Comentários

    • pedro paulo basílio de souza
      16/06/2016

      Olá Boa Noite, gostaria de saber de que centrais de atendimento o texto se refere “…são centrais de atendimento que consolidam a demanda de diferentes organizações, sendo especializadas no quesito atendimento e tempos de resposta e auxiliando as mais diferentes empresas que precisam do serviço.” e se o autor conhece alguma experiência em andamento quando cita: “…há espaço para que as próprias empresas e os profissionais de saúde, entre si, comecem a se reunir para se tornarem parceiros preferenciais e construírem fontes de referência”
      obrigado

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      • Conexão Home Care
        19/06/2016

        Boa tarde Paulo,

        Agradeço seu comentário. A citação de centrais refere à empresas de “call center” que reúnem experiência em determinadas áreas, como por exemplo cobrança, afim de extinguir a necessidade de que cada organização estabeleça estrutura própria de cobrança.

        Para efeito do texto serve para demonstrar a oportunidade, por exemplo, da existência de uma “Central de Sobreaviso e Intercorrências”, composta de profissionais de saúde e capaz de atender mais de uma empresa Home Care extinguindo a necessidade de estruturas próprias internalizadas. E aqui não se confunde com empresas de APH, pois estas já são acionadas pelas equipes de “sobreaviso” quando diagnosticada a necessidade de remoção do paciente. Hoje, contudo, essas mesmas empresas de APH são aquelas que estariam mais próximas de oferecer o modelo, no caso deste exemplo. É fato que diferentes processos precisam ser discutidos e superados, a exemplo da comunicação em tempo real com a base, intercomunicação entre sistemas, etc… .
        Com relação a experiências em andamento ainda desconheço iniciativa nesse sentido no segmento de home care. Em outras áreas entretanto, as chamadas redes de cooperação produtiva (ideia conceitual do texto) são realidades, como é o caso de cases do comércio e indústria (ler REDE DE COOPERAÇÃO INTERORGANIZACIONAL: ESTUDO DE CASO DE UMA REDE METAL-MECÂNICA NO RIO GRANDE DO SUL).
        Att.,

        Benedito Silva
        Equipe Conexão Home Care

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