Desonerar a folha de pagamento no Home Care

 

Esse é um tema que atinge e aflige qualquer ramo da economia. Vinculado à legislaçōes de âmbito federal requer um tempo elevado de maturação e especialmente no segmento de home care tem levado as margens de rentabilidade das empresas a níveis cada vez menores, puxadas também pela força negocial, muitas vezes leonina, das operadoras de saúde e principais compradores dos serviços de assistência domiciliar.

As fórmulas hoje utilizadas por todo o setor passa pela mão de obra cooperada, terceirizada e contratações de pessoas jurídicas. Felizmente é isso que ainda mantém viável a continuidade dos serviçoes de home care no Brasil. Não há no mercado uma só empresa que utilize mão de obra exclusivamente celetizada (com carteira assinada) e há que observar quem disser que o faça.

Esse modelo é o que mantém o setor, pois registrar a carteira de todo o eletivo de profissionais de saúde que atuam em home care inviabilizaria qualquer negócio.

As recentes discussões acerca das mudanças das leis trabalhistas envolvendo os profissionais da saúde de cooperativas deixaram o segmento apreensivo, à medida que forçaria um movimento contrario à escalada de crescimento no qual essa modalidade de assistência vem experimentando. É louvável que Governo e entidades busquem alternativas para recuperar perdas salariais, assegurar benefícios trabalhistas e sociais dos trabalhadores, mas é salutar prescindir de avaliação dos efeitos que qualquer proposta possa causar em todo um ramo da economia, a ponto de extinguí-lo. 

Não há receita de bolo. Enquanto a CLT não flexibilizar o modo de contratação dos profissionais da saúde, contemplando situações de remuneração por hora/dia efetivamente trabalhados, o setor continuará adotando a postura de hoje. E não há dúvida que perdem todos.

Apesar disso, querer recuperar rentabilidade a partir do estrangulamento da remuneração da mão de obra técnica e administrativa é colocar a corda no pescoço. Enquanto outras indústrias da economia concedem reajustes, o segmento de home care não corrige sequer perdas inflacionárias, sob o fraco argumento de que seus clientes não repassam reajustes sobre a assistência prestada aos pacientes. Ora, há uma aceitação sem precedentes por parte das empresas de home care para a decisão dos planos de saúde de não quererem repassar reajustes. Aceitação essa que quebrará muita empresa em pouco tempo.

Mas isso não é novidade, um segmento que atua desorganizada e individualmente até em questões de interesse comum – leia-se também a rejeição para a construção de indicadores – é presa fácil para as operadoras de saúde, preocupadas tão somente em preservar suas margens de rentabilidade às custas de quem presta serviços em seu nome e às custas do consumidor que paga a conta.

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