Efeito Hebe Camargo

O home care deve pegar carona na publicidade gratuita que o falecimento da apresentadora e atriz Hebe Camargo promoverá para o setor. Não é a primeira vez que isso acontece. Na novela Viver a Vida (2009), Manoel Carlos inseriu a personagem Luciana que foi interpretada pela atriz Aline Moraes, que sofre um acidente e fica paraplégica tendo que andar em uma cadeira de rodas e receber atendimento médico domiciliar.

No caso da novela não há dúvidas de que a contribuição do autor foi bem-vinda e gerou importante retorno de mercado, assim como outros personagens e programas fictícios o fazem. Já no caso da apresentadora Hebe estamos falando da vida real, de uma grande brasileira que nos últimos três meses de vida recebeu o suporte médico e multiprofissional necessários no conforto de sua casa. A decisão da apresentadora pelo Home Care fortalece a tese de que essa assistência pode ser a melhor opção se comparado com a permanência do paciente no leito hospitalar. No entanto, o que deve ficar bastante claro é que Home Care não é somente para pacientes “morredores”, muito pelo contrário.

Quando enxergamos o horizonte dos mais de 200 milhões de brasileiros que são direta ou indiretamente invadidos pela influência dos programas de auditório e, especialmente, eram influenciados por Hebe Camargo é possível ter noção, não matemática, de que vincular o Home Care à apresentadora é ótimo, mas vinculá-lo à pacientes “morredores” é ouvir da boca das pessoas “eu não estou morrendo, então não preciso disto”. E falamos de pessoas que desconhecem completamente o sentido e significado da palavra home care.

Eis, portanto, a oportunidade de o segmento invadir a casa dos brasileiros, aproveitando-se da deixa de Hebe Camargo, para explorar e ampliar o significado da assistência domiciliar na cabeça do povo. Fala-se de um mercado de R$ 50 bilhões, que se bem explorado duplicará em questão de poucos anos.

Isto não é o feito de uma só empresa, pois permear a casa das pessoas requer investimentos de grande monta, mas sim a organização sincronizada e coreografada de todo um segmento; a oportunidade de esforços coletivos para resultados individualizados. Até porque não esperamos, nem queremos que nossos artistas nos deixem.

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