Empresas especializadas em Alta Complexidade: CUIDADO

“Algumas empresas que se dizem especializadas no atendimento de pacientes de alta complexidade, apenas se especializaram em administrar antibióticos com largo espectro, passando a percepção de que são boas, mas não são, simplesmente evitam que o paciente seja rehospitalizado pela força do medicamento”. Essa é a afirmação da médica clínica M.G.S, profissional de saúde que atua há 23 anos no atendimento de pacientes em Home Care.

Antibióticos com largo espectro são usados quando não se conhece qual a bactéria que está a causar a infecção ou quando esta é causada por diversas bactérias. Ao administrar tais drogas, infelizmente, também se eliminam mais bactérias protetoras ou inofensivas do que os antibióticos de estreito espectro.

É dessa forma que algumas empresas estão atuando no mercado, sob o discurso de especialistas em atendimento de pacientes com perfil de alta complexidade. Perigoso para o paciente, sujeito passivo no processo, também encarece a fatura da assistência domiciliar, pois são medicamentos caros, que muitas vezes poderia ser evitado.

Para a médica clínica muitos antibióticos de largo espectro que hoje são administrados em pacientes de home care poderiam ser substituídos por outros com estreito espectro, oferecendo mais vida para o paciente.

A ética e a boa prática médica algumas vezes são atropelados por decisões gerenciais baseadas em resultados financeiros satisfatórios e por profissionais médicos calçados exclusivamente pela medicina medicamentosa, que só faz enriquecer cada vez mais laboratórios e patrões em todo o mundo.

Não é de se estranhar que as operadoras de saúde aperfeiçoem cada vez mais seus mecanismos de auditoria em cima das empresas de Home Care. Fala-se que o percentual de glosas sobre qualquer plano de assistência de Home Care, tendo sofrido auditoria durante o atendimento e após a alta do paciente, gira em torno de 20% do cobrado, sendo geralmente motivada por cobranças indevidas e prescrições tecnicamente desnecessárias.

É oportuno o policiamento sistemático e continuado por parte das operadoras de saúde sobre os tipos de antibióticos que estão sendo administrados em seus pacientes e o questionamento da efetiva necessidade deles em detrimentos de outros. Questionar tecnicamente a prescrição de um determinado medicamento é salutar e pode oferecer mais qualidade de vida ao paciente.

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