Home Care deve atrair parcerias com a assistência social hospitalar

Em colaboração com os hospitais para reduzir reinternações evitáveis, empresas de assistência domiciliar que adotam uma abordagem conjunta com a assistência social podem assegurar maior qualidade de vida e bem-estar ao paciente, além de redução de custos assistenciais aos tomadores e à própria operação.

Essa é a constatação de especialistas da área que acompanharam empresas de home care e hospitais da cidade de Chicago. Cada vez mais os hospitais estão colocando ênfase no rastreamento das readmissões de pacientes, especialmente pelos indicadores de controle que exigem taxas rigorosamente dentro dos padrões estabelecidos, podendo até penalizar aqueles hospitais com taxas elevadas de readmissão em prazos menores de 30 dias.

“Historicamente os hospitais têm deixado as pessoas à sua própria sorte, após a alta hospitalar”, avalia Laura DeBruin, presidente e diretora de operações da empresa Opções de Estilo de Vida, Inc., (empresa americana, localizada em Illinois). Mas “Finalmente, estão percebendo que os cuidados com a saúde não cessam em suas portas, mas que todos precisamos trabalhar juntos o pós-alta “, disse DeBruin.

Trabalhar em conjunto, no entanto, exige a colaboração de uma equipe interdisciplinar que inclui não só os médicos dos cuidados primários e a equipe de cuidados domiciliares, mas também os principais agentes que facilitam a transição do paciente entre o hospital a residência – a equipe de assistência social –, incluindo também os aqueles que planejam a desospitalização, serviços de remoção, cooperativas, entre outros.

De acordo com dados do Centro de Medicare e Medicaid Services (CMS), um em cada cinco pacientes (20%) do Medicare é readmitido ao hospital no prazo de 30 dias da alta para a mesma condição que lhes tinha enviado para lá, em primeiro lugar. Outros estudos indicam resultados semelhantes. Trabalhar esses indicadores no mercado brasileiro pode destacar o prestador que sair na frente.

O outro lado, no entanto, está relacionado aos cuidados básicos com o paciente já em casa.

Identificar os hiatos nos processos, que fazem com que um paciente seja rehospitalizado é o ponto de partida para o gestor de saúde em casa. Situações como má gestão da dispensação de medicamentos, falta de follow-up com os médicos, o não cumprimento do plano de cuidados, podem estar entre os hiatos que geram o problema.

Infelizmente algumas empresas não dispõem de recursos e conhecimento para desenvolver um processo capaz de fazer um monitoramento continuado e 360 graus dos cuidados que circundam o paciente sob cuidados domiciliar, o que acarreta além das idas e vindas ao hospital a transferência de pacientes entre empresas de Home Care – pelo tomador do serviço – na busca de alcançar uma que ofereça níveis melhores de serviço.

Os serviços de assistência social têm a capacidade de obter e sintetizar maior conhecimento acerca das ansiedades e expectativas do paciente e principalmente das famílias envolvidas, discutindo os pontos de vista, antecipando problemas e interferindo nos obstáculos que poderiam surgir. A proximidade da assistência domiciliar com a assistência social hospitalar é não apenas importante, mas imprescindível para o sucesso da evolução dos cuidados em casa.

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