Home Care: é preciso acelerar o pensamento estratégico

Enquanto o mercado de home care permanecer na estratégia do “quem cobra menos leva o paciente” as margens das empresas prestadoras de serviços continuarão atingindo percentuais nunca dantes navegáveis a ponto de colocar em risco o negócio da organização – muitas já se encontram no vermelho há muito tempo e sem perspectivas favoráveis.

Só no mercado de planos de saúde nos últimos 05 anos mais de 50% das empresas que operavam planos desapareceram – entraram em concordata ou decretaram falência. Obviamente que ao analisar a quantidade de beneficiários é possível concluir que houve leve crescimento, porém as operadoras que absorveram ou estão absorvendo carteiras são as mesmas que estão levando o segmento de home care à bancarrota, com a devida benção.

Esse é o viés de adotar a estratégia de preço em detrimento de uma estratégia focada em valor. A discussão de estratégia na assistência domiciliar é incipiente e quando existe é pontual e localizada. A estratégia não está na essência das organizações, age-se em função da quantidade de emails que se tem na “caixa de entrada” ou de problemas para resolver.

Mais grave que isso é o fato de que a “falta da estratégia” não está entre os problemas das empresas de Home Care: o assunto não incomoda. E isso deveria incomodar muito gestor!

Basta duas ou três perguntas para perceber que o planejamento de muitas empresas está nos rascunhos, na agenda, na ideia que o sócio ou gestor teve durante o café da manhã –, mais de 80% das empresas não tem um planejamento consistente. Planejamento que deveria ter nascido na primeira reunião que deu origem à empresa, mas que é desprezado, pois geralmente quem está à frente do negócio “sempre” sabe o que fazer e como fazer. Ledo engano.

Infelizmente a transformação desse comportamento envolve ações que esse mesmo percentual de 80% – principalmente os recém instalados nos últimos 12 meses – não estão dispostos a encabeçar: não sabem, não entendem, não querem por não reconhecer valor. Pode até ser justificável: o dinheiro investido no negócio precisa ser pago, o lucro precisa vir à tona, rápido.

O Home Care do retorno rápido acabou. As operadoras de planos de saúde lançaram mão de estratégias para acabar com a festa das margens escandalosas de tabelas como Simpro e Brasindice, e não deve parar por aí. A desconstrução dos conhecidos pacotes alcançará mais força ainda.

É preciso que aprendamos que estratégia se neutraliza com estratégia. Ou o segmento de Home Care acelera o pensamento estratégico ou está fadado a se tornar um mercado de mão de obra, e quando isso acontecer a concorrência será muito maior.

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