Destaque

Mãe luta para não perder home care para filho de 3 anos com doença rara

Menino sofre de duas falhas na imunidade e alimentação, em Goiânia. Empresa que faz o atendimento disse que só atenderá até 3 de setembro.

A família do João Pedro, de 3 anos, que tem duas doenças raras, luta para não perder o serviço de homecare, que é o atendimento hospitalar dentro de casa, em Goiânia. A criança sofre de duas falhas no metabolismo que comprometem a imunidade e a alimentação e estava recebendo os cuidados pelo plano de saúde. Na última semana, a empresa que presta o serviço comunicou que não vai mais poder atender o menino em casa a partir de setembro.

A mãe da criança, a dona de casa Ludmilla Lorena Souza Santana, disse que conseguiu judicialmente que o plano arcasse com o tratamento domiciliar. “A gente conseguiu esse direito na Justiça, justamente para o João conseguir esse tratamento adequado. O João sem este tratamento ele corre risco de vida”, desabafou.

Ludmila conta que conseguiu o serviço de homecare pelo plano de saúde da família há um ano após entrar com um processo na Justiça.

O homecare leva toda a estrutura necessária para o tratamento do paciente para a casa dele, incluindo equipamentos e medicamentos. No entanto, a empresa que presta o serviço ao plano de saúde disse que vai interromper o tratamento a partir do dia 3 de setembro.

Segundo a família, graças a este tipo de tratamento, o menino hoje consegue andar, correr e brincar. No entanto, apesar das brincadeiras normais na rotina da criança, João Pedro só pode se alimentar de um leite especial que contém fórmulas com os nutrientes necessários para a sobrevivência dele, tudo por meio de uma sonda.

De acordo com a mãe, o leite custa R$ 1,7 mil e a sonda, que deve ser trocada a cada 8 meses, custa R$ 3 mil. Ela afirma que não tem condições financeiras de arcar com o tratamento e tem medo de que a alimentação seja prejudicada.

“Eu não sei o que ele vai comer. Porque a dieta do João é restrita, a única coisa que ele pode comer além das fórmulas, que além de ser um leite é um medicamento, é a batata. Que é só carboidrato, então não tem condições dele viver só de carboidrato”, disse.

A Amil, o plano de saúde da família, informou  à TV Anhanguera que a família pode contratar o serviço de homecare e que depois o plano de saúde vai reembolsar. No entanto, a família do João disse que não tem condições para pagar o custo e só depois receber o dinheiro.

Fonte: G1 GO


 

Análise da Matéria

Certamente a fonte desta matéria está parcialmente equivocada, pois uma sonda de gastrostomia (não Botton) não “custa” R$ 3 mil para a empresa de Assistência Domiciliar. E ainda que a empresa de Home Care argumentasse que no custo do material está o “custo” do procedimento realizado (a troca da sonda), ainda assim estaria equivocada, pois o médico não recebe pelo procedimento de troca de sonda – quando esta é realizada em casa -, recebe apenas pela visita realizada ao paciente.

É esse tipo de informação que contribui para que a justiça seja acionada desnecessariamente pelo paciente e de forma arbitrária o Judiciário obrigue o plano de saúde à coberturas indevidas.

 

About Autor

Conexão Home Care

Portal de Conteúdo e Informações da Atenção Domiciliar no Brasil.

Deixe uma resposta

%d bloggers like this: