Onde estão os resultados?

40 vagas e apenas 17 pacientes internados em Home Care no DF em 6 meses.

Implantado em novembro de 2012 o Serviço de Atenção Domiciliar do Distrito Federal (SAD) implantou somente 17 pacientes de um total de 40 vagas disponíveis previstas no processo licitatório que recrutou uma empresa privada para prestar esses serviços no Distrito Federal.  O número é insignificativo ao considerar que o GDF buscou na iniciativa privada recursos para assistir os pacientes na internação domiciliar, com o objetivo de ampliar o número de leitos de UTI e permitir que outras pessoas que dependem de assistência médica recebam atendimento.

Assinado em 30 de outubro de 2012 no valor de R$ 11 milhões, o contrato tem vigência de 12 meses, mas ao acompanhar o ritmo adotado nos últimos seis meses não conseguirá atingir a meta do total de vagas disponíveis e previstas no contrato da licitação, embora a Secretaria de Saúde do GDF (SES) afirme que pretende atingir esse número.

Algumas questões deveriam ser analisadas pelo Ministério da Saúde, gestor do programa Melhor em Casa, no que diz respeito à ineficácia no cumprimento do planejamento para preenchimento das vagas disponíveis e até da capacidade operacional do prestador que arrematou o certame para atender todos os quarenta pacientes.

Em programas como este da Atenção Domiciliar não há porque se estabelecer exclusividade a um só prestador de serviço, quando todos os demais oferecem condições de praticar uma tabela de preços definida pela própria Secretaria de Saúde e os mesmos níveis de qualidade em termo de processo, pessoas e tecnologia – lembrando que no GDF todos os prestadores utilizam a mesma mão de obra, na maioria dos casos.

A simples justificativa de que o número de pacientes não é maior devido ao cuidado e a necessidade de avaliar as condições da residência do paciente é frágil. Menos de 3 pacientes por mês foram implantados em seis meses, numa praça onde se implantam dezenas de pacientes por dia, cujos processos também atentam aos cuidados necessários e análise das condições da residência do paciente. Esses indicadores a população do Distrito Federal não deve aceitar.

Não é simplesmente licitando que os problemas são resolvidos. A Secretaria de Saúde precisa dar mais atenção ao serviço de internação domiciliar do Distrito Federal.

 

Sobre o Serviço de Atenção Domiciliar de Alta Complexidade (SAD-AC) da SES.

  • O serviço traz várias vantagens. Os pacientes transferidos recebem o mesmo nível de assistência oferecida dentro das unidades hospitalares, porém com o conforto do lar, a segurança necessária aos cuidados e a humanização que deve ser dispensada à atenção à saúde.
  • Para ser incluído no tratamento domiciliar, o paciente que depende de aparelho de ventilação mecânica para respirar deve ser classificado pela equipe médica da Secretaria de Saúde como de alta complexidade. Além disso, é obrigatório que o doente more no Distrito Federal em condições adequadas às exigências necessárias à assistência em casa.
  • A Secretaria de Saúde disponibiliza todos os equipamentos, medicamentos, dietas, tratamentos, exames e recursos necessários para assistência do paciente em casa.
  • A internação domiciliar inclui atendimento individualizado e humanizado, nas 24 horas do dia. O atendimento abrange desde casos simples, como curativos e aplicação de medicamentos, até procedimentos mais complexos como ventilação mecânica.
  • Uma equipe multidisciplinar de saúde formada por médico, enfermeiro, nutricionista e fisioterapeuta cuida do paciente.
  • Um técnico de enfermagem permanece 24 horas por dia, sete dias por semana, junto ao paciente e é responsável pelo manuseio dos equipamentos.

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