Pacientes residentes preocupam hospitais no Brasil

No observatório publicado pela Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), o desempenho assistencial foi explicitado em um capítulo com a apresentação da estrutura e produção anual dos hospitais-membros, análises de indicadores operacionais, assistenciais, qualidade e segurança e protocolos institucionais.

O primeiro índice tratado é a taxa de ocupação, que tem apresentado crescimento ao longo dos anos. Em 2014, o número fechou em 79%, dentro da média considerada adequada, que vai de 75 a 85%. Este dado apresenta alta sazonalidade ao longo do ano e acompanha outro dado, de média de permanência, que tem estado em alta linear desde 2009, fechando em 4,6 dias em 2014.

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Um dos fatores para o aumento da média de permanência é a transição epidemiológica, com a internação de pacientes crônicos e o aumento do número de pacientes residentes, ou seja, que permanecem internados por mais de 90 dias.

No caso destes pacientes, somente 38% dos hospitais possuem serviços específicos para eles e 14% utilizam score prognóstico para a gestão dos casos.

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Dentre os fatores que preocupam a Anahp, está a ocorrência de casos em que os pacientes se tornam residentes do hospital, ou seja, permanecem por mais de 90 dias internados. Em muitos casos, o atendimento a este perfil de paciente poderia ser muito melhor realizado em serviços de home care ou de hospitais de retaguarda.

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