Plano de Saúde estimula Assistência Domiciliar

O crescimento da assistência domiciliar vem sendo estimulado por iniciativa de planos de saúde voltados ao público de alto padrão. O médico pode ir à casa do paciente para um atendimento domiciliar nos casos em que o serviço de atendimento médico telefônico da operadora identifica uma situação que requeira maior atenção por parte da equipe de saúde, tais como como febre que não passa ou uma infecção de garganta. Este é o caso da Omint, que coloca à disposição o serviço para os clientes.

Esta iniciativa revela a oportunidade da assistência domiciliar em detrimento do deslocamento do paciente ao hospital, em muitos casos sem necessidade. Segundo levantamento do Jornal a Folha de São Paulo, vários estudos apontam que até 70% dos casos atendidos nas emergências infantis não são graves e poderiam ser resolvidos pelo médico no consultório ou por telefone.

A assistência domiciliar atualmente não é regulamentada como cobertura obrigatória nos planos de saúde hoje oferecidos no Brasil. As operadoras de planos de saúde podem, de acordo com a avaliação médica, deliberar sobre uma desospitalização e encaminhar o paciente ao chamado Home Care, a internação domiciliar.

O termo assistência domiciliar é abrangente podendo compreender um simples atendimento domiciliar eletivo de um médico ortopedista, por exemplo, como a desospitalização de um paciente que não mais precisa ficar hospitalizado dando continuidade aos cuidados em casa. Nisto reside um importante desafio de muitas operadoras de planos de saúde, pois ao permitir a possibilidade do atendimento domiciliar, pode gerar um entendimento demasiado amplo no consumidor.

A iniciativa de operadoras no sentido de permitir que o médico faça uma visita de saúde domiciliar, para pacientes que não estejam em internação domiciliar, demonstra além da preocupação com o paciente, que muitas dessas empresas já dispõem de avaliações pormenorizadas acerca dos custos assistenciais e da efetividade de deslocar o médico para a casa do paciente, em vez de fazer com que o paciente ocupe a emergência hospitalar.

A assistência domiciliar vem experimentando ao longo dos últimos cinco anos transformações importantes no setor de saúde, da necessidade de melhor gestão dos custos com pessoas à busca por um modelo que atenda as expectativas do paciente e do tomador do serviço, quando o assunto é a alta definitiva. Esse amadurecimento consolida a modalidade assistencial não mais como alternativa, mas como primeira opção a quem contrata e ao principal interessado, o paciente.

About Autor

Conexão Home Care

Portal de Conteúdo e Informações da Atenção Domiciliar no Brasil.

Deixe uma resposta

%d bloggers like this: