Por que Atenção Domiciliar?

A Atenção Domiciliar (AD) consiste numa modalidade de atenção à saúde substitutiva ou complementar às já existentes, caracterizada por um conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicílio, com garantia de continuidade de cuidados e integrada às redes de atenção à saúde.

Um dos eixos centrais da AD é a “desospitalização”, que:

  • proporciona celeridade no processo de alta hospitalar com cuidado continuado no domicílio;
  • minimiza intercorrências clínicas, a partir da manutenção de cuidado sistemático das equipes de atenção domiciliar;
  • diminui os riscos de infecções hospitalares por longo tempo de permanência de pacientes no ambiente hospitalar, em especial, os idosos;
  • oferece suporte emocional necessário para pacientes em estado grave ou terminal e familiares;
  • institui o papel do cuidador, que pode ser um parente, um vizinho, ou qualquer pessoa com vínculo emocional com o paciente e que se responsabilize pelo cuidado junto aos profissionais de saúde;
  • e propõe autonomia para o paciente no cuidado fora do hospital.

O custo é uma das principais vertentes da Atenção Domiciliar, especialmente por viabilizar o acesso de um número maior de pessoas ao sistema público de saúde. A literatura internacional mostra economia de 24% a 75% em relação ao mesmo perfil de usuário no hospital. Isto sem considerar a otimização do leito hospitalar desocupado e a potencial redução de infecções hospitalares em pacientes de permanência prolongada.

Informações do Ministério da Saúde (2012) dão conta de que o Hospital Municipal Odilon Behrens (Belo Horizonte) tem custo médio de R$ 585,00/leito/dia para cirurgia geral e clinica médica. O custo do Programa de Internação Domiciliar (PID), vinculado ao SUS, varia de R$ 87,00 a R$ 131,00/leito/dia, dependendo da antibioticoterapia usada e do acréscimo de dieta enteral. O custo médio da Internação Hospitalar é de R$ 8.775,00 reais contra R$ 1.307,00 a R$ 1.957,00 reais na Atenção Domiciliar. Isto significa uma economia de 78,7% a 85,2%, ou redução de 4,5 a 6,7 vezes no gasto para o SUS.

Já no Programa CGP Domiciliar, do Hospital Infantil João Paulo II da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG) o custo da internação domiciliar pediátrica (2012) fica em R$ 59,15/dia, contra R$ 171,85/dia na enfermaria e R$650/dia na Terapia Intensiva.

Uma internação, com média de permanência habitual (7 a 8 dias) custa R$6.357,00 em contraponto a uma internação típica do PID, que dura perto de 30 dias por 2.618,00 reais, ou 34% do valor da hospitalização pediátrica média na instituição (MACIEL, 2007) (informações extraídas do estudo realizado pela mestre Helena Francisca Valadares Maciel – clique aqui).

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Fontes: Ministério da Saúde

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