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Relacionamentos Cooperativos: receita ao Home Care

Em matéria intitulada “parcerias aumentam oportunidades de negócios”, o Presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barreto, aborda o conceito “relacionamentos cooperativos”, quando destaca os fatores necessários às organizações que desejam alcançar sucesso em uma arena de troca com inúmeros concorrentes.

A cooperação é o fundamento de uma estratégia valiosa de mercado: o encadeamento produtivo, que une grandes e pequenas empresas de uma mesma cadeia de produção, com resultados positivos para todas as partes. É um caminho seguro para aumentar, por meio da qualificações de fornecedores, a competividade na indústria, no comércio, nos serviços e no agronegócio do país.

É esse mesmo caminho seguro, que oferece vantagens substanciais, que deveria estar sendo perseguido pelo segmento de home care. O caminho das alianças cooperativas para qualificação de fornecedores, especialmente a mão de obra técnica dos profissionais de enfermagem, para compras coletivas onde se estabelecessem melhores relações custo-benefício, em que se buscassem forças em favor daqueles que executam os serviços aos pacientes.

Entretanto, o que se vê é uma estratégia contrária à cooperação, é a estratégia da competição, literalmente. Empresas de home care são extremamente avessas ao relacionamento cooperativo com suas pares – no máximo o relacionamento do dia a dia daqueles que se conhecem por já terem atuado na mesma empresa. Cada uma trancada na sua competição para abocanhar o paciente da outra. O que se vê no segmento de Home Care não é o crescimento do número de pacientes, mas uma redistribuição dos mesmos pacientes entre mais e mais empresas que se juntam àquelas estabelecidas.

Nenhuma empresa consegue ser inovadora e autossuficiente em todos os processos produtivos. Em algum momento, será mais interessante financeiramente delegar parte da produção a pequenos negócios. Entre eles os processos de recrutamento e seleção de profissionais, o de capacitação de mão de obra e qualificação técnica, de dispensação de recursos aos pacientes.

A não adesão ao relacionamento cooperativo reflete a falta de análise estratégica que ainda falta ao segmento de home care e a toda a cadeia que o abastece. Antes atuar com margens negativas – fruto de orçamentos cada vez mais baixos – a estabelecer padrões de atuação onde se conquiste uma margem onde todos ganhem. Concorrentes recém-estabelecidos são vistos como a “pedra no calo”, quando poderiam ser vistos como oportunidades. Empresas recém-estabelecidas são egocêntricas e acreditam que chegaram para mudar o mundo, quando poderiam discutir os desafios com as maiores.

As parcerias de hoje já não são como as de antigamente. Operadoras espremes prestadoras, que repassam a devida dose ao resto da cadeia. Essa é a oportunidade de o segmento revisar o pensamento acerca das parcerias e do relacionamento cooperativo.

Algumas iniciativas isoladas por parte das operadoras de planos de saúde transformarão o modelo da oferta de assistência domiciliar no brasil. E pode ser que no modelo de amanhã as empresas de home care não estejam mais nos planos daqueles que pagam a conta.

Eis a oportunidade de buscar parcerias que possam aumentar os negócios.

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