Uso da maconha nos Cuidados Paliativos

Prestadores de assistência domiciliar norte-americanos têm liberdade para determinar suas próprias políticas sobre o uso da droga.

Enquanto os Estados Unidos passam por cenário de mudanças na regulamentação do uso da maconha, assunto com diferentes determinações nas leis estaduais e federais, os prestadores de assistência domiciliar locais têm liberdade para determinar suas próprias políticas sobre o uso da droga (de classe 1 no país), uma vez que a utilização recebe cada vez mais aprovação nos estados americanos.

No estado do Arizona, por exemplo, a aprovação da Lei Arizona Medical Marijuana em 2010 incentivou alguns fornecedores para implementar suas próprias políticas de maconha medicinal com base na legislação do Estado.

Empresas como a Comprehensive Hospice and Palliative Care colocam à disposição um médico domiciliar responsável pela recomendação da maconha aos pacientes que se enquadram na lei estadual.

Para evitar problemas com o “Medicare” (sistema de saúde americano), que muitas vezes paga as contas para até 99% dos pacientes aos provedores de cuidados paliativos, o provedor solicita ao paciente ou outra pessoa responsável o envio da recomendação médica à Secretaria Estadual de Serviços de Saúde Americana, para aprovação final, afim de assegurar a aprovação e posterior pagamento.

Para se ter uma ideia a Comprehensive Hospice and Palliative Care tem uma média de 140 pacientes usuários.

A distinção entre a ilegalidade da droga a nível federal e estadual, nos estados onde se aplica é fundamental, na opinião do advogado de saúde Fred Miles, do Denver, escritório de advocacia com sede em Colorado Miles & Peters. No Colorado, o primeiro estado a tornar a maconha legal para ambos os fins médicos e de lazer, os prestadores de serviços domiciliares escolheram maneiras diferentes de abordar as leis de maconha do estado.

Muitos argumentam que a maconha ajuda no tratamento de dor crônica e outras doenças, que são preocupações comuns de saúde para os idosos que recebem cuidados de saúde em casa.

No ano passado, 44% dos norte-americanos com idades entre 50 e 64 anos e 17% daqueles com 65 e mais velhos tinham experimentado maconha, de acordo com uma pesquisa Gallup. Isso é mais que o dobro da quantidade de idosos que tinha experimentado maconha em 1999 (22% e 3% por faixa etária, respectivamente). E como a população idosa deverá dobrar até 2025, ativistas pró-maconha dizem que esperam que o uso da maconha por idosos cresça.

Segundo o Marijuana Policy Project, quanto mais as pessoas se sentem confortáveis ​​com a experiência de uso da maconha será necessário que os administradores desenvolvam novas políticas de como, quando e onde os residentes podem consumi-la.

Para a organização os benefícios de saúde e de custos da maconha medicinal são grandes aos prestadores de cuidados paliativos. A droga pode aliviar metade dos sintomas isoladamente ou em conjunto com outros medicamentos, sendo de baixo custo, especialmente quando comparado com outras drogas como a morfina.

Leia matéria na íntegra (em inglês)

Fonte: Home Health Care News

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