20 milhões de potenciais pacientes

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20 milhões de potenciais pacientes

Até 2020 dois em cada cem habitantes brasileiros terão utilizados serviços da assistência domiciliar, para os mais diferentes tipos de demandas em saúde, e 20 em cada 100 terão pleno conhecimento dos benefícios que a modalidade assistencial do Home Care oferece para a manutenção da qualidade de vida e bem-estar de um paciente. Essas são as conclusões extraídas dos Indicadores e Dados Básicos do Brasil, publicados pelo Datasus, que revelam a cobertura de internações hospitalares brasileira.

Esse é um número que em primeira análise reflete o comportamento da iniciativa pública, por meio do Sistema Único de Saúde – SUS –, que vem empreendendo inúmeros esforços para cumprimento das metas de implantação de pacientes através do programa Melhor em Casa lançado em 2012 pelo Governo Federal.

Na iniciativa privada a história é bem diferente, pois a demanda é controlada pelas operadoras de planos de saúde, que são responsáveis pela análise deliberativa das situações elegíveis para internamento domiciliar, e dados os indicadores de desospitalização essas mesmas operadoras de planos estão revisitando suas políticas de concessão da assistência em casa, pois em nada estão satisfeitas com os resultados, fazendo com que a demanda esteja retraída e com que muitas prestadoras recém-instaladas repensem a viabilidade de se manterem no negócio.

Uma coisa é certa: a situação tende a piorar, pois análise do Caderno de Indicadores da Saúde Suplementar publicado trimestralmente pela ANS mostra a retração na quantidade de empresas operadoras de planos, então exclusivas mantenedoras do negócio. Revela ainda a concentração dos beneficiários de planos de saúde nas mãos de poucas operadoras, especialmente naquelas cuja estratégia de desospitalização em nada contribui para as empresas de Home Care.

Ainda assim o cenário não é desalentador à medida que se percebe a movimentação de alguns players, especialmente dos grandes com tempo de mercado, lançando mão de novos produtos e serviços. O que se questiona é se a estratégia é válida tendo em vista que a maioria das iniciativas tem na operadora de saúde o seu alvo de sustentação. Quando o alvo deveria ser a população brasileira.

As operadoras de planos de saúde não determinam, literalmente, a escolha de um hospital para o paciente, são os próprios beneficiários que escolhem qual hospital desejam receber atendimento a partir de uma relação que lhes é disponível. A força é do beneficiário e cabe ao hospital trabalhar estratégias as mais diversas para mostrar a este alvo em potencial porque escolher um em detrimento de outro. A força está nos hospitais capazes de mostrar aos beneficiários de planos de saúde que a ele cabe a decisão de escolha, e não às operadoras.

Mas a recíproca não é verdadeira quando o assunto é home care. É interessante notar que o prestador de serviço de Home Care – e o hospital também é um prestador de serviço – está mais preocupado em não “melindrar” a operadora de saúde a fazer força para que a escolha do serviço se dê a partir do beneficiário e não do plano. Ora, a estratégia está errada.

É momento de se estabelecer macro estratégias, a exemplo do Governo Federal, e potencializar a comunicação e o poder de escolha do beneficiário, até a extinção dos orçamentos e aprovações de planos assistenciais. Se falar em propaganda é estar sujeito ao boicote da operadora ainda assim não se deve declinar na ideia, mas encontrar alternativas para superar tal barreira.

Somente dessa forma será possível inverter a lógica de concessão dos serviços de maneira que o arbitro seja o paciente. Tudo isso para o crescimento do mercado e ascensão do setor.

Da redação.

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