2014, ano da qualificação profissional

Home Notícias 2014, ano da qualificação profissional
2014, ano da qualificação profissional

Com o título epigrafado o Ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Manoel Dias, abre editorial em que aborda a necessidade do esforço coletivo que a sociedade precisará empreender para qualificar e formar trabalhadores cada vez mais produtivos e competitivos, condição fundamental para que o país continue a trajetória de desenvolvimento.

Definitivamente sofremos com o mal do emprego já, qualificação pra depois. Cresce o volume de pessoas empregadas, mas o nível de qualidade das entregas mingua cada vez mais, estatísticas sobem e descem para demonstrar a capacidade da indústria e do setor de serviços para contratar mão de obra, mas a minoria dos empregadores, e também dos empregados – poucos mesmos – estão preocupados com a qualificação profissional.

No segmento da assistência médica domiciliar (Home Care) a situação é de completa indiferença. De um lado gestores reclamam todos os dias sobre as condições da mão de obra, especialmente de enfermagem: é um técnico que deixou de fazer isso, outro que fez demais, alguns menos instruídos, outros muito à vontade. Porém, na própria iniciativa da reclamação desse gestor se percebe o descaso corporativo, frases do tipo: “o problema não é meu”, “é das cooperativas, dos profissionais, é do Governo”. O problema é de todo mundo, menos do prestador de serviço.

De outro lado, profissionais clamam por melhores condições de trabalho e de remuneração. Uma coisa é certa, algumas profissões na assistência domiciliar são meramente trampolim novas conquistas. Poucos são aqueles que de fato querem trabalhar a vida com assistência domiciliar: paga-se pouco, explora-se demais.

Enquanto isso, novos profissionais, recém-formados, ingressam na assistência domiciliar, qualificados exclusivamente pela academia, aguardando a oportunidade de trabalhar em grandes organizações. Enquanto isso, gestores de empresas prestadoras de serviços de Home Care, insistem em desenvolver iniciativas locais, independentes, quase secretas, de qualificação e fidelização da mão de obra: ledo engano. O mercado de trabalho é um head Hunter, sempre de olho nas oportunidades, nas melhores cabeças, e quando aquele profissional estiver no ponto, adeus.

Não há receita de bolo. Há como discutir projetos amplos, de esfera nacional, para reduzir a angústia do profissional em busca de remuneração, do prestador em busca dos qualificados.

Do lado do Ministério do Trabalho Emprego há a garantia de promover profunda reforma deixando de lado práticas obsoletas e cartoriais para tornar a pasta mais dinâmica, mais ágil e, sobretudo, mais transparente. Nos próximos anos – sempre nos próximos anos – o MET assegura que concentrará toda a energia na elaboração e desenvolvimento de políticas públicas de qualificação profissional.

Uma coisa é certa, enquanto não se equilibrar interesses nada se resolverá na esfera da melhoria da qualificação profissional no segmento de home care.

O profissional também precisa assumir sua parcela de responsabilidade pela própria qualificação. Este muitas vezes esquece de utilizar a cabeça para pensar, para impor ideias, criar e desenvolver.

Mais do que treinamento é preciso começar a usar da proatividade, pensar ideias que sejam factíveis e convidar o coletivo a participar.

Deixe um comentário

Seu email não será publicado.