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3 obstáculos à criação da empresa de Home Care do Futuro

 

Os cuidados de saúde em casa têm ocupado gradualmente um papel mais central para os sistemas de saúde dos países cuja assistência já ocupa importante fatia do segmento médico, em especial nos EUA. Neste país, entretanto, para os provedores atingirem seu pleno potencial de atividade ainda existem passos importantes que precisam ser superados.

Entre eles, estão barreiras regulamentares, que precisam vir a baixo, maior flexibilidade com relação ao modelo de pagamento estabelecido e mais esforços para erradicar fraudes no sistema. Algumas dessas barreira, inclusive, se assemelham à realidade brasileira.

Essas recomendações vêm em conjunto com relatório da publicação The Future of Home Health Care: A Strategic Framework for Optimizing Value (relatório que oferece análise sobre o enquadramento estratégico para maximizar valor ao setor). A conclusão geral deste relatório é positiva para a assistência domiciliar.

“Em nossas entrevistas com líderes políticos, incluindo a ex-formuladores de políticas nos níveis mais altos do CMS (Centers for Medicare & Medicaid Services) – Órgão de Cuidados de Saúde Americano -, além de líderes do segmento de cuidados em casa e do sistema de saúde em geral, todos realmente estão de acordo que, nos novos modelos que vão ser o foco dos cuidados de saúde será necessária uma reforma do sistema, com a agregação de organizações privadas responsáveis pela atenção, e com isso o home care deve sair ganhando”, comenta Teresa Lee, diretora executiva da AHHQI (Alliance for Home Health Quality and Innovation), entidade com iniciativas na saúde.

“Nesse contexto, o que nós tentamos construir é a necessidade de aproveitar a oportunidade e desenvolver a discussão de um projeto com as empresas de home care.”

Os resultados preliminares das discussões deste projeto já foram compartilhados em vários formatos e locais. Notavelmente, ele expõe os quatro “pilares” que irão diferenciar a organização de saúde em casa do futuro: prestação de cuidados centrado na pessoa; prestação de cuidados perfeitamente conectado e coordenado; priorizando a qualidade; com tecnologia habilitada.

A organização de home care do futuro também terá três papéis críticos, afirma o relatório final. A saber: prestação de cuidados pós-agudos e agudos em casa; parceria para assunção de cuidados primários; e parceria com prestadores locais e regionais para cuidados de longo prazo. Ao adotar esses papéis, as empresas serão capazes de realizar eventuais hospitalizações de apoio, realizar demais encaminhamentos médicos, bem como permitir que os pacientes estejam integrados em suas comunidades e famílias.

Para alcançar esta visão do futuro, algumas questões importantes, porém devem ser resolvidas.

Áreas de Mudanças

  • Obstáculos regulamentares: as barreiras regulamentares presentes são um desafio, especificamente para permitir que as empresas de assistência domiciliar compartilhem riscos em novos modelos de pagamento e participem plenamente na assistência coordenada com outros provedores.
  • Mais flexibilidade: modelos de pagamento alternativos estão mudando o sistema de saúde, em vez dos tradicionais pagamentos por volume de serviços prestados, entra em cena os pagamentos amarrados aos resultados de qualidade e em função da performance por serviços coordenados.
  • Repressão a fraude: o governo e outros órgãos de supervisão têm apontado fraudes em empresas de home care como uma questão importante e lançaram esforços agressivos para identificar e erradicar os maus atores. São recorrentes situações de empresas inventando documentação para estarem em conformidade legal. Isto, além de constituir crime, prejudica de fato aqueles atores que estão em dia com suas responsabilidades legais.

Ao abordar estas três áreas, a indústria da saúde domiciliar terá de envolver várias partes interessadas, incluindo pacientes, cuidadores, políticos e demais, afirma o relatório. Outra estratégia fundamental deverá ser a coleta de dados, que se traduza em argumento convincente e suficiente para que os principais compradores sejam capazes de entender a necessidade da reformulação.

Naturalmente, essas três áreas estão longe de ser os únicos desafios enfrentados pelas empresas. A questão da força de trabalho também é prioridade para muitos provedores. Mas, o estabelecimento da mudança em uma ou mais dessas áreas pode ser o pontapé que falta para este processo de transformação.

 

Acesse o relatório “O Futuro do Home Care” – The Future of Home Health Care: A Strategic Framework for Optimizing Value.

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