A iminente escassez dos trabalhadores da Assistência Domiciliar

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A iminente escassez dos trabalhadores da Assistência Domiciliar

Estudo americano publicado em fevereiro/12 revela os motivos da alta rotatividade dos profissionais de saúde que atuam com Home Care, em especial os técnicos de enfermagem. O estudo analisou uma amostra representativa de trabalhadores da assistência domiciliar do estado americano de Washington.

Em termos gerais os resultados revelam uma crise nessa modalidade de atenção, demonstrando que a remuneração desses profissionais de enfermagem que trabalham com assistência domiciliar está entre as mais baixas pagas pelo setor de serviços, para um tipo de profissional que se envolve física e emocionalmente com o seu trabalho.

Os esforços para recrutar, reter e manter a estabilidade desse profissional de cuidados da assistência domiciliar dependem de uma variedade de fatores interdependentes.  A pesquisa mostra que o abandono do serviço é substancialmente justificado pela esperança de o profissional alcançar melhores benefícios, salários, horários e mais mobilidade na carreira em posições fora do atendimento domiciliar.

A publicação propõe algumas soluções para a alta rotatividade, dentre as quais se destacam: um recrutamento bem trabalhado e a adoção de estratégias de retenção com políticas de saúde e cuidados de longo prazo para o próprio trabalhador.

A atividade dos trabalhadores de assistência domiciliar é vital, mas também é árdua, desgastante, às vezes prejudicial e algumas vezes desagradável, com pouca compensação e quase nenhum reconhecimento por parte dos contratantes (em especial a dos técnicos). Porém, tradicionalmente, esses profissionais sempre enfrentaram salários baixos, poucos benefícios ou quase impraticáveis, treinamento inadequado, falta de oportunidades para o avanço profissional, recebendo pouco reconhecimento daqueles que servem e do público em geral.

Embora seja um estudo americano é oportuna a reflexão para o mercado brasileiro que contrata esta mão de obra, especialmente após o não mais recentemente lançamento pelo Governo Federal do programa público de assistência médico-domiciliar: Programa Melhor em Casa.

Leia o estudo completo.

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