Após 8 anos de melhor em casa

Home Notícias Após 8 anos de melhor em casa
Após 8 anos de melhor em casa

Fundado em 2011, O objetivo do Melhor em Casa é levar atendimento médico às casas de pessoas com necessidade de reabilitação motora, idosos, pacientes crônicos sem agravamento ou em situação pós-cirúrgica, evitando internações hospitalares desnecessárias e as filas dos serviços de urgência e emergência.

As equipes de cuidadores são formadas, prioritariamente, por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e fisioterapeuta. Outros profissionais como fonoaudiólogo, nutricionista, terapeuta ocupacional, odontólogo, psicólogo, assistente social e farmacêutico podem também compor as equipes de apoio.

Agora, depois de mais de 8 anos de funcionamento, em que pé anda o programa?

Após esse período de funcionamento, o programa atendeu mais de 5 mil em 24 estados mais o Distrito federal e em mais de 130 municípios pelos país.

Em uma pesquisa realizada com pacientes e cuidadores pelo próprio ministério da saúde sobre o andamento do programa no período de 2016 a 2018 mostra a satisfação e aprovação do programa e como o mesmo auxiliou de desospitalização dos pacientes e na liberação de leitos nos hospitais, e ainda traz alguns dados interessantes.

Um ponto levantado na pesquisa, é que, apesar de maneira geral os participantes da pesquisa estarem satisfeitos com os resultados do programa, eles pedem por mais profissionais de cuidados paliativos, como fisioterapeutas e psicólogos.

Vale lembra que existem duas equipes de atendimento, a Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (EMAD) e da Equipe Multiprofissional de Apoio (EMAP), sendo a EMAD formada por um médico, dois enfermeiros e quatro técnicos de enfermagem e essas equipes atendem cerca de 60 pacientes, enquanto a EMAP possui pelo menos um profissional de cada área a seguir: assistente social, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, odontólogo, psicólogo, farmacêutico e terapeuta ocupacional e cada equipe de EMAP é responsável por 3 equipes de EMAD.

Outro ponto que a pesquisa aponta é que mais da metade dos cuidadores são membros da família, como filhos, conjugues, irmãos e pais. E segundo um estudo da Faculdade de medicina da UFMG, uma boa parte desses cuidadores não possui preparo para o cuidado, o que pode agravar o quadro dos pacientes. (Saiba mais sobre esse estudo clicando aqui)

Também é mostrado como o programa tem ajudado na reabilitação e como a integração da família contribui para a diminuição no tempo de recuperação de pacientes, levando em consideração que o contexto familiar e social, trazem mais conforto e inclusão do paciente, tirando o estresse e a exclusão que um ambiente hospitalar traz.

Ou seja, é possível notar o quanto o melhor em casa colaborou para que as duas parte do projeto fossem beneficiadas, tanto o SUS que economiza na internação domiciliar e libera leitos para pessoas que necessitam mais, quanto para os pacientes, que podem estar juntos de suas famílias e próximo de sua comunidade que os ajudam a melhorar em menor tempo.

Deixe um comentário

Seu email não será publicado.