COVID-19: Aumento dos custos de EPI’s deve levar discussão às operadoras e Procons

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COVID-19: Aumento dos custos de EPI’s deve levar discussão às operadoras e Procons

De maneira convencional no relacionamento entre as empresas de assistência domiciliar e as operadoras de planos de saúde se adota que todos os equipamentos de proteção individual (EPI’s) tais como máscaras, luvas de procedimento e cirúrgicas, capotes, toucas, caixas perfurocortantes, antissépticos não associados à assistência, entre outros, não são pagos pela operadora, dado o entendimento de se tratar de obrigação do provedor do serviço garantir a segurança dos seus respectivos colaboradores.

A chegada do Coronavírus (COVID-19) trouxe também a conhecida lei geral da demanda e da oferta, base para determinação dos preços. O modelo argumenta que os agentes econômicos tomam decisões que variam o preço até que este seja tal que a quantidade procurada seja igual à quantidade oferecida, resultando daí um equilíbrio econômico em que não há incentivos para a alteração de quantidades ou preços.

O que se viu nos últimos 30 dias durante a suspeição de casos e a confirmação efetiva do COVID-19 no Brasil foi um aumento de 586% nos preços das caixas de máscaras triplas descartáveis com 100 unidades. A mesma caixa que em janeiro tinha o preço de R$ 7,00, hoje se encontra na ordem de R$ 48,00 nos distribuidores, podendo chegar a incríveis R$ 500,00 no ponto de venda.

Que a Lei geral da oferta e da demanda siga seu curso, mas é fato concreto que tais condições de preço hoje praticadas pelo mercado devem levar empresas de home care a renegociar condições comerciais de atendimento dos pacientes em casa, tendo em vista a necessidade de se preservar condições mínimas de segurança ao paciente, não obstante à obrigação do provedor junto aos seus colaboradores.

A margem líquida média de uma empresa de médio porte do setor reside na casa dos 7% a 12%. Se a empresa estiver seguindo a risca um protocolo de segurança da equipe e do paciente, com os custos atuais deverá observar importante queda nessa margem, senão uma margem negativa, levando-a a renegociação.

Com os preços tomando curvas ascendentes astronômicas, cabe inclusive iniciativas junto à Procons a fim de buscar regular o preço e assegurar a compra pela população e por outras partes interessadas.

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