Compras coletivas na Assistência Domiciliar

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Compras coletivas na Assistência Domiciliar

Os sites de compras coletivas ganharam força no Brasil em 2010, com a entrada do site americano Groupon na época oferecendo ofertas em São Paulo. Logo em seguida surge o Peixe Urbano, o primeiro site de compras coletivas brasileiro. Nestes sites as ofertas são colocadas por um tempo limitado e qualquer pessoa que esteja cadastrada pode realizar a compra e imprimir um cupom, com data de validade e algumas condições de uso. Na maioria das vezes os sites de compras coletivas não entregam o produto a domicílio, cabe ao usuário apresentar o cupom no estabelecimento.

Alguns desses conceitos de compras coletivas devem ganhar força no cenário da assistência domiciliar, a partir de empresas buscando otimização e ganhos de resultados em escala no processo de aquisição de insumos médico-hospitalares. Com as devidas adaptações gestores já apostam nas compras coletivas como uma estratégia capaz de assegurar a sustentabilidade do home care e de responder a busca pela redução de custo dos tomadores.

Desafios, porém, devem ser superados na adaptação do conceito das compras coletivas para a realidade da assistência domiciliar. Padronização de materiais, compartilhamento de informações e o formato do faturamento fiscal ainda estão entre as principais questões a serem alinhadas com as empresas que estão no caminho das compras coletivas.

Fornecedores já começam a se movimentar nesse caminho, no sentido de entender o formato e apresentar propostas que sejam compatíveis e viáveis às expectativas das partes interessadas. “Estamos formatando um modelo de compras que agrega mais de um comprador no processo e garante a todos um preço final melhor”, informa Noel Ferreira, Diretor da MedFlex, distribuidora de insumos Covidien.

Para o gestor o principal entrave está na questão do faturamento e no compromisso do comprador de contratualizar o compromisso de compra em um espaço de tempo definido. “Na assistência domiciliar, o comportamento de consumo é bastante variável, o que pode levar o comprador a oscilar as quantidades de compras e comprometer o preço final do produto entre o grupo de compradores”, comenta Ferreira. Entretanto, garante que já há o compromisso de algumas partes interessadas de garantir um volume mínimo de consumo.

Iniciativas de compras coletivas já começam a adentrar as pautas das reuniões, buscando viabilizar sua implementação. O assunto sonda não apenas as empresas prestadoras da assistência domiciliar, mas também as empresas tomadoras dos serviços, as operadoras de planos de saúde, especialmente as “verticalizadas”.

Entre as estratégias de alguns compradores já é comum observar o uso de plataformas de compras online. Porém, plataformas de vendas na internet, tais como Síntese, Apoio Cotações, Pró-Saúde, entre outras, não são conceitos de compras coletivas, à medida que as demandas e as ofertas são tratadas exclusivamente entre o comprador e o fornecedor.

Transformar conceitos para beneficiar uma indústria não é algo novo. Se a indústria da assistência domiciliar conseguir encontrar um modelo capaz de viabilizar não apenas o seu negócio, mas o negócio do parceiro fornecedor, é possível que as compras coletivas sem bem sucedidas.

O Conexão Home Care vem discutindo com empresas de home care e fornecedores para entender os modelos e contribuir com as discussões.

 

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