Correios cria a Postal Saúde

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Correios cria a Postal Saúde

Novo plano de saúde entra em operação na próxima semana.

A partir de 01.01.2014 os beneficiários do plano assistencial à saúde da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) terão um novo administrador, a Postal Saúde – Caixa de Assistência e Saúde dos Empregados dos Correios.

Segundo publicação dos Correios serão mantidas integralmente as condições vigentes do plano de saúde, sem restrições de direitos ou prejuízos para os Beneficiários. Porém, não é dessa maneira como pensa o Sindicato dos funcionários dos Correios, para quem os interesses do ECT com a criação da Postal Saúde foi exclusivamente a diminuição dos direitos aos serviços para reduzir gastos.

Apesar das diferenças entre empregador e empregado uma coisa é certa, a criação de uma nova caixa assistência, no modelo de autogestão, abre a oportunidade para que os novos gestores reavaliem o atual modus operandi da assistência domiciliar concedida aos beneficiários dos Correios.

O atual modelo de autorização de orçamentos para Home Care praticado pela ECT, que privilegia exclusivamente os menores preços, não é compatível com as práticas de outras autogestões, cujos programas de assistência avaliam a relação custo x benefício de contratação de um prestador de serviços, analisam seus processos de trabalho e protocolos assistenciais.

Os Correios são bastante conhecidos das empresas de Assistência Domiciliar. Na avaliação de algumas dessas os procedimentos que a ECT utiliza para selecionar um fornecedor de Home Care tem levado à criação de empresas sem a menor qualificação e estrutura para gerir a assistência do paciente em casa. Fornecedores estes que na expectativa de assegurarem alguns poucos pacientes elaboram propostas orçamentárias sem o menor embasamento técnico, mas de preço atrativo.

E esse mesmo que contrata o fornecedor sob a égide do menor preço, a qualquer custo, não faz sequer gestão efetiva sobre o desenvolvimento da assistência na residência do paciente, de maneira a observar as condições sob as quais o plano assistencial, de orçamento corrompido, está sendo desenvolvido. E segue paciente e família à sorte dos resultados.

Não obstante o fato de as operadoras de planos autogestão em saúde se mostrarem frágeis sobre um futuro incerto: a manutenção da sinistralidade compatível com os custos assistenciais; é bem-vinda uma nova caixa de assistência.

Estas ainda preservam valores e princípios que empresas medicinas de grupo, cooperativas e seguradoras nunca entenderão, até porque enquanto as primeiras estão preocupadas com a saúde do beneficiário, as demais tão somente com o lucro líquido.

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