Enfrentando o tabu da morte

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Enfrentando o tabu da morte

É necessário a criação de centros para a prestação de cuidados paliativos.

Matéria publicada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), intitulada “Fragilidade de cuidados paliativos no Brasil preocupa especialistas” chama a atenção para a necessidade de se escancarar à sociedade a questão dos cuidados paliativos – aquele que busca valorizar o tempo que resta ao paciente –, a fim de fazê-la melhor compreender e enfrentar o tabu da morte.

A essência dos cuidados paliativos consiste em permitir que a pessoa e seus familiares possam viver plenamente. A intenção não é dar anos à vida, mas vida aos anos. Na avaliação do presidente da SBGG Daniel Azevedo, é urgente a inclusão da disciplina de cuidados paliativos no currículo de todas as profissões da área da saúde, com o intuito de preparar os profissionais desde a graduação para lidar com a finitude, incutindo a certeza de que existe sempre muito a se fazer, mesmo que o paciente seja portador de doença incurável.

Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) o mundo ainda é deficitário na promoção ao acesso dos cuidados paliativos. Esta constatação está publicada em mapeamento publicado no relatório “Atlas global de cuidados paliativos no final da vida”, elaborado em parceria com o Worldwide Palliative Care Alliance (WPCA).

No Brasil ainda há muito a se fazer para tornar abrangente o entendimento sobre os cuidados paliativos. A população em geral desconhece o objetivo desse tipo de atendimento, reconhecendo-o como sinônimo de “cuidados ao fim da vida”, quando a modalidade terapêutica é bem mais abrangente.

Um dos pontos importantes a serem superados é distanciar a percepção equivocada de que os cuidados paliativos envolvam eutanásia – prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista. Pelo contrário, os cuidados paliativos são um direito humano. “É direito de todos a o gozo do mais alto padrão possível de saúde física e mental saúde”, comenta Brennen F. em artigo publicado no Journal of Pain and Symptom Management, artigo “Palliative care as an international human right”.

Entre outras questões o relatório da OMS (na versão em inglês Global Atlas of Palliative Care at the End of Life) retrata as barreiras as serem superadas para o melhor desenvolvimento dos cuidados paliativos, os modelos de cuidados disponíveis em diferentes países, incluindo mecanismos de financiamentos do processo.

Leitura obrigatória aos profissionais da saúde e em especial às organizações de Home Care que se propõem a lidar com esses cuidados.

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