Entrevista: O caminho às melhores práticas

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Entrevista: O caminho às melhores práticas

Entrevista realizada pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) com a Gerente de Qualidade do Hospital Santa Catarina (SP), Cristiane Oliveira A. Navas, mostra os caminhos da instituição em busca das melhores práticas diárias, por meio da acreditação.

O Hospital Santa Catarina conta com mais de cem anos de história, 59 mil m², 337 leitos gerais e 58 de maternidade, mais de 2.300 colaboradores e cerca de 5 mil médicos cadastrados em seu corpo clínico, realizando mensalmente em torno de  360 partos e 2.400 cirurgias.

 

CBA – O que motivou o hospital a buscar a acreditação JCI?

Cristiane Navas – O Hospital Santa Catarina tem por premissa a atenção com a segurança de pacientes e a melhoria contínua. Tendo um histórico de conquistas e aprendizado com os processos de certificação de qualidade, e entendeu que este seria o momento para buscar novos desafios e melhorar  ainda mais suas práticas de saúde.

Entendemos ainda as certificações como sendo algo importante e impulsionador para as instituições e reconhecemos a credibilidade, nacional e internacional, da metodologia JCI.

 

CBA – Há cerca de um ano, o processo rumo à conquista da acreditação JCI foi iniciado. Como envolver as lideranças e equipes na busca por essa meta?

C.N. – O envolvimento das lideranças e equipes se dá principalmente por um processo colaborativo já existente em nossa instituição. Os treinamentos e as reuniões favorecem a compreensão sobre a metodologia e o quanto ela contribui para a segurança dos pacientes e profissionais, alinhado a um processo de comunicação e monitoramento contínuo.

 

CBA – Como os padrões de acreditação foram disseminados nos setores do hospital?

C.N. – Realizamos inicialmente o treinamento de um grupo de aproximadamente 200 pessoas que, divididas em grupos de trabalho, estão desenvolvendo ações de acordo com as melhores práticas e os padrões da metodologia e, desta forma, disseminam para os profissionais.  Mantemos também um processo de comunicação institucional que dá apoio nesta participação.

 

CBA – Seguir padrões significa, em alguns momentos, mudar processos assistenciais e administrativos. Como essa mudança foi encarada?

C.N. – Todo processo de mudança passa por períodos de adaptação e leva algum tempo, mas a vontade das pessoas em alcançar bons resultados para a segurança dos pacientes e instituição é muito bem-vinda e, desta forma, destacam-se vários adeptos que fortalecem o processo e suas conquistas. Um dos inúmeros exemplos tem sido a revisão das Metas Internacionais, processo este que já existia, entretanto, tem sido revisitado e alterado de acordo com a necessidade. Outro bom exemplo é a implantação do prontuário eletrônico de forma alinhada a diversos padrões do manual.

O Hospital Santa Catarina, busca continuamente realizar um atendimento seguro e de qualidade para pacientes, profissionais e visitantes e desta forma se faz necessária a revisão de processos, melhoria de aspectos de estrutura, treinamentos, entre outras questões importantes.  A metodologia internacional JCI tem direcionado uma série de práticas para buscarmos resultados ainda melhores nas nossas práticas diárias.

 

CBA – A acreditação requer que a qualidade percebida seja verificada. Como o hospital passou a monitorar seus resultados?

C.N. – A instituição já tem um conjunto de indicadores que são acompanhados. Estamos em uma frente de trabalho e construção para alinhar as mudanças necessárias e avaliar quais outros indicadores deverão compor nosso processo de monitoramento.

 

CBA – Quais ações implementadas que já representam mudança para o paciente?

C.N. – Foram realizadas melhorias e treinamento em protocolos, tais como, queda, sepse, plano de combate a incêndio, sendo estes alguns assuntos de extrema relevância e que impactam na segurança de pacientes.

 

CBA – O hospital é tido como um centro de referência em casos de alta complexidade, especialmente nas áreas de Neurologia, Cardiologia, Oncologia e Ortopedia. Como a instituição tem proporcionado mais segurança a seus pacientes seja na qualidade dos produtos utilizados nas cirurgias, seja na aferição dos equipamentos ou na implantação das metas internacionais de segurança?

C.N. – A instituição tem um processo formal em relação à aquisição e controle de qualidade com fornecedores, materiais e equipamentos, que é revisitado periodicamente para melhorias contínuas visando atender, de forma segura, os nossos pacientes e profissionais.

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