Estudo mostra que Atendimento em Casa pode aumentar o risco de infecção  

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Estudo mostra que Atendimento em Casa pode aumentar o risco de infecção   

Cuidadores e profissionais não treinados, bem como a não observância de condições de higienização e esterilização da residência, podem contribuir para o aumento de infecções de pacientes sob assistência domiciliar.

Esta é a conclusão do estudo realizado pela Escola de Enfermagem da Universidade de Columbia (EUA), que concluiu que pacientes que recebem cuidados de saúde em casa têm um risco aumentado de infecção, quando não observados protocolos assistenciais rigorosos.

Intitulado “A prevalência de infecções e os fatores de risco do paciente de saúde em casa: uma revisão sistemática”, publicado no American Journal of Infection Control, em maio/14, o estudo constatou que as taxas de infecção variam de cerca de 5% a mais do que 80%, no ambiente domiciliar. Em geral, os pacientes estão em maior risco quando têm tubos para o fornecimento de nutrição ou para ajuda com a micção.

Para o autor do estudo e professor assistente na Enfermagem da Universidade, Jingjing Shang, PhD, “os pacientes não deveriam ter que escolher entre a segurança (de um ambiente hospitalar, por exemplo) e receber os cuidados no conforto de suas próprias casas”. Essa é uma decisão que deve caber ao médico assistente.

Apesar dos resultados, o estudo reflete somente 25 análises de caso e os fatores de risco identificados foram limitados pelo pequeno tamanho das amostras, além de outras falhas metodológicas, segundo as notas de estudo. No entanto, o estudo é um ponto de partida para que as organizações do gênero busquem identificar o impacto da transferência do paciente para casa, no que diz respeito à probabilidade de infecções.

Nos EUA, a cada ano, cerca de 12 milhões de americanos recebem atendimento de mais de 33.000 prestadores de saúde em casa. Já no Brasil, indicadores de pesquisas revelam que o número não é diferente, mais de um milhão de pessoas recebem atenção domiciliar.

O estabelecimento de um sistema de vigilância de infecções em Home Care, a identificação dos pacientes com alto risco de infecções, a adaptação do ambiente domiciliar, a educação do paciente, familiares e equipes com base nas condições de vida do paciente e a facilidade de comunicação entre as diferentes personagens que irão atuam na assistência melhoram o controle de infecções em ambientes domiciliares.

 

Acesse o estudo completo 

 

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