Produtos químicos e infertilidade serão debatidos em Congresso Latino-Americano, de 11 a 13 de outubro, em São Paulo

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Médicos vão apresentar estudos e debater aumento de casos em função do uso de agrotóxicos e outras substâncias encontradas no ambiente, inclusive nos alimentos

O aumento no número de casos de infertilidade e de outras doenças, como o câncer, em função do uso de agrotóxicos e outros produtos químicos encontrados no meio ambiente preocupa as autoridades da Saúde do Brasil e de outros países. E como evitar a progressão no número de novos casos? Como tratar os pacientes já afetados? Estas serão algumas das questões a serem respondidas durante o III Congresso Latino-Americano da WOSAAM, que acontece de 11 a 13 de outubro, em São Paulo. Dois importantes médicos e pesquisadores abordarão esse tema: o brasileiro Jorge Hallak, urologista e professor de pós-graduação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e o ginecologista e obstetra norte-americano Edward Lichten, professor de Clínica na Faculdade de Medicina de Wayne State, em Michigan (EUA).

A ligação entre os agrotóxicos e problemas de saúde vem sendo alvo de estudos de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), já há alguns anos. Sabe-se que os pesticidas atuam no organismo, mexendo com a cadeia hormonal, e que o problema atinge não só o agricultor, que manipula o produto no campo, mas também as pessoas em geral. Neste caso, elas são levadas a adquirir doenças basicamente por meio da alimentação.

Análises de espermogramas sugerem que tem ocorrido uma tendência de queda na quantidade e qualidade dos espermas de um número expressivo de homens. Nas mulheres, a exposição a produtos químicos sintetizados artificialmente e encontrados no ambiente (como são chamados os disruptores endócrinos) interfere com as funções hormonais, podendo causar doenças como a endometriose e a síndrome do ovário policístico. Resultado desta interferência no sistema reprodutivo de homens e mulheres é o aumento no número de pessoas que fazem tratamento para fertilização; o diagnóstico de um número excessivo de crianças com má-formação, e a elevação da incidência de doenças congênitas e abortos.

Para o médico e pesquisador norte-americano Edward Lichten, a presença no meio ambiente das substâncias químicas, que são moléculas sintéticas com capacidade de se ligar aos receptores de hormônios no sistema endócrino, interferem também nos sistemas neurológico e imunológico, além de prejudicarem a reprodução. “Essas substâncias induzem o fígado a produzir mais Globulina Ligadora de Hormônios Sexuais (SHGB). E quanto mais SHGB no organismo, menor a quantidade de hormônio natural disponível para produção correta de proteínas em homens e mulheres”, explica o Lichten, que apresentará estudo sobre este assunto durante o Congresso.

Já o brasileiro Jorge Hallak, que é especialista em reprodução humana, vai apresentar resultados obtidos por ele em um estudo que comprovou que os poluentes, assim como cigarro, álcool e drogas, têm grande interferência na qualidade do sêmen. Com relação aos disruptores endócrinos, Hallak vai explicar como as substâncias químicas reduzem a qualidade do esperma e a contagem de espermatozóides.

As inscrições para o III Congresso Latino-Americano da WOSAAM, I Congresso Internacional da Sociedade Brasileira para Estudos da Fisiologia (Sobraf), VII Simpósio Internacional de Fisiologia Hormonal e Longevidade e II Workshop de Nutrição Bioquímico-Fisiológica podem ser feitas podem ser feitas pelos telefones (85) 3064-1679 ou (85)9992-0175. Os eventos acontecem, de 11 a 13 de outubro, no Hotel Maksoud Plaza, Alameda Campinas, 150, São Paulo. A programação completa pode ser acessada no site http://longevidadesaudavel.com.br/iiicongresso/. Mais informações pelo e-mail congresso@longevidadesaudavel.com.br.

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