Quer abrir um Home Care? Leia!

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As novidades do momento nem sempre são as mais adequadas para aqueles que querem empreender e abrir um negócio.

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Como abrir uma empresa de Home Care ou Serviço de Atendimento Domiciliar

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Há quem diga que basta reunir dois ou três enfermeiros, um médico e um farmacêutico, pronto, se está organizada uma empresa de Home Care. Não é bem assim, a empresa desta reunião pode até apresentar um bom produto ao mercado, mas a falta de experiência, de práticas de gestão, de processos bem estabelecidos e, acima de tudo, de investimentos podem leva-la à bancarrota.

A onda do oceano azul que levou muitos a empreender em empresas de Assistência Domiciliar já oferece aos jovens empreendedores os dissabores dos resultados do negócio. A média de endividamento das operadoras de planos de saúde, principais pagadores das faturas do segmento, alcança o patamar de 64%, segundo dados do caderno Prisma da Agência Nacional de Saúde (ANS). Em 2011 esse mesmo indicador representava 58%.

Naturalmente o fato de a empresa estar endividada não significa necessariamente algo ruim. Tudo dependerá da composição da dívida. Porém, o indicador de endividamento mostra o tamanho relativo dessa dívida bem como seu tipo e prazos, o que é especialmente importante para quem tem negócios com a empresa, já que os credores sempre precisam ser honrados antes que algum dinheiro possa ser pago como dividendos ou juros para os acionistas.

As empresas de Home Care que surgiram nos últimos 03 anos não inovaram, não trouxeram processos novos, entraram para competir nos mesmos moldes daqueles que já estavam estabelecidos. Até apresentaram novas roupagens aos produtos já existentes, mas não superaram os desafios do mercado, ainda não enxergaram de fato o tamanho do “iceberg”, e hoje compartilham dos mesmos problemas. Entraram para pegar um pedaço do concorrente, mas não para criar uma nova demanda.

Segundo estudo realizado por Henrich Greve e Marc-David Seidel, publicado pela HBR Brasil, numa corrida bilateral estar entre os primeiros no mercado oferece vantagens aos pioneiros, se estes estiverem dispostos a apresentar ao mercado um produto que permaneça, e o mais rápido possível. E é possível que os pioneiros se movimentem mais rápido, pela experiência e conhecimento adquirido. Não resta dúvida de que o mercado alcança certo nível de saturação de fornecedores de assistência domiciliar interessados em tirar pedaço da fatia do bolo de outro, se é que este bolo tem dono.

Enquanto isso não chega, as centenas de prestadoras de serviços se esmeram no ofício de tentar receber no prazo os resultados de seus trabalhos, e quando não recebem no prazo comprometem toda a cadeia produtiva, especialmente a mão de obra e a qualidade dos serviços oferecidos aos pacientes.

Em se tratando de saúde, poderia a agência reguladora avaliar a oportunidade de controlar o nível de endividamento também das empresas de saúde como um todo, hospitais, clínicas, empresas de home care, sob o argumento de contribuir para a saúde evitando a descontinuidade da assistência suplementar.

A assistência domiciliar ainda deve continuar na crista das oportunidades de negócios, especialmente contagiada pelos mercados externos, a exemplo de franquias americanas que já coloca os holofotes sobre o Brasil. Entretanto, se o empreendedor está tentando pegar a próxima onda do mar azul, cuidado, pois pode não ser a do Home Care.

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