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Cotidiano

Radicalismo pode agravar ainda mais o caos da Saúde no Brasil

Neste momento em que as discussões em torno do Projeto da Terceirização têm se intensificado em diversos setores da economia, com grande divulgação, e o crescimento da no país ganha repercussão, pautando a mídia em geral, o considera imprescindível alertar quanto aos riscos de agravamento da já lastimável situação da Saúde, caso o insista na postura que vem adotando, talvez, por total desconhecimento do setor ou por puro preconceito.

Se o segmento de saúde como um todo tem particularidades que exigem uma forma de contratação mais flexível, tanto que o próprio código de ética médica trata da autonomia e da liberdade profissional – para citar apenas um exemplo –, o que dizer da Atenção Domiciliar? Embora seja uma modalidade de assistência complexa, com características muito próprias que precisam ser respeitadas e que, inegavelmente, tem se mostrado essencial para a sustentabilidade do setor, não é bem entendida por todos aqueles que fazem as leis ou que fazem cumprir as leis.

Algumas decisões são tomadas como se os problemas da área da saúde estivessem ligados exclusivamente às relações trabalhistas e, na maioria das vezes, o magistrado não se preocupa com os impactos orçamentários da sua decisão e com a existência de meios disponíveis para seu cumprimento. Com isso, mais do que desequilíbrios econômicos, acarreta grandes impactos sociais, como os decorrentes do fechamento de uma das pioneiras e mais importantes empresas do segmento de Atenção Domiciliar à Saúde ocorrido recentemente.

Para atender à decisão da Justiça do Trabalho, a Med-Lar substituiu toda terceirizada por contratos de trabalho baseados na , sendo obrigada a passar por um profundo processo de reestruturação que resultou, em poucos meses, no encerramento de suas atividades, após mais de vinte anos de atuação. Como consequência da teimosia e desconhecimento do , foram fechados 3.850 postos de trabalho, pacientes tiveram que ser transferidos, mesmo contrariados, para o atendimento de outras empresas, outros foram para instituições de retaguarda, muitos simplesmente tiveram encerrados seus atendimentos, sendo direcionados à rede ambulatorial, alguns não puderam ser realocados e tiveram seus atendimentos suportados pela empresa, sem ressarcimento, gerando transtornos para eles próprios e seus familiares, as operadoras de saúde se depararam com uma alternativa a menos e, mensalmente, cerca de 25 novos pacientes que poderiam ser cuidados em domicílio, liberando leitos de hospitais, estão deixando de ser atendidos.

A terceirização e o , além de tendências mundiais, são realidades no Brasil e a Justiça do Trabalho não pode fechar os olhos à modernidade, aos avanços tecnológicos, da economia e da administração, muito menos às necessidades da sociedade moderna É urgente que os magistrados reconheçam que não possuem pleno conhecimento do funcionamento da Atenção Domiciliar e de suas especificidades, que necessitam de assessoria especializada antes de suas decisões, para que tenham um julgamento imparcial e que é premente o equilíbrio nas relações que envolvem os direitos à saúde.

Ratificando os objetivos da entidade de contribuir com o fortalecimento e aprimoramento da Atenção Domiciliar e preconizando sempre relações éticas, responsáveis e legais, mais uma vez afirmamos que é necessário bom senso, racionalidade e reflexão para que a judicialização não inviabilize a saúde.

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3 comentários

pedro paulo basílio de souza 28/08/2015 at 17:59

Acho que nós, do GRUPO GERIATRICS, podemos contribuir, mostrando que no nosso caso um processo bem estruturado de CLTização levou a redução de recursos com o turn over e absenteísmo anteriormente altos e ainda ampliou o valor do serviço entregue.

Com a boa seleção e a continua preparação de nossa equipe de técnicos de enfermagem conseguimos reverter o custo do processo de CLTização, formando uma equipe muito mais alinhada e comprometido com nossos valores.

Nossas práticas ganharam muito em qualidade e conseguimos reduzir nossos custos reduzindo o turn over e absenteísmo que é alto em empresas com práticas de tercerização, contratação exclusiva de cooperativados, principalmente em mão de obra tão fundamental como é o caso do grupo de técnicos de enfermagem no setor de Home Care.

Chamar o processo de terceirização do setor de Home Care de modernização é no mínimo jogar para outros a responsabilidade da qualidade do serviço entregue.

Uma empresa bem estruturada, pode e deve ter desafios a esta altura no dia a dia de suas atribuições.

Não entendo esta postura como uma postura radical, mas acredito que é sim uma questão moral.

A preparação na seleção, a qualificação com treinamento contínuo levando a CLTização de uma equipe bem alinhada aos valores da empresa gera valor a todo o ciclo e mantém a tão comentada sustentabilidade do setor na ordem do dia.

Estamos a disposição de mostrar nossos dados e implementar o debate com relação a esta questão.
att.,
Pedro Paulo de Souza
Diretor de Comunicação do GRUPO GERIATRICS

Resposta
Rubens Guimarães 28/08/2015 at 21:39

Boa noite. Com certeza o GRUPO GERIATRICS é um exemplo de boa gestão e também de boa vontade. Acho justa e válida a CLTização por proporcionar amparos aos trabalhadores, mas, ainda não satisfaz alguns profissionais, em suas diferentes categorias, pois, os pisos salariais infelizmente não são ideais. Muito se fala dos prejuízos ás empresas de Home Care, mas pouco se fala dos prejuízos aos profissionais que prestam serviços nessas empresas, recebem valores muito baixos e são desvalorizados. Na prática, em grande maioria, não ocorre nem a CLTização e nem tão pouco pagamentos justos aos profissionais, como por exemplo a Fisioterapia, na qual faço parte, e que é essencial para os pacientes assistidos pelas empresas, prestando serviço de qualidade e evitando em muitos casos a internação hospitalar dos mesmos, mas que acaba infringindo seu próprio Código de Ética ao receber valores abaixo do que o Referencial de Honorários da categoria (RNPF) estabelece. O ideal seria raciocinar outras formas de vínculo do profissional e que seja válido para a justiça, valorizando a todos, sejam eles fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, enfermeiros ou técnico de enfermagem. Quais seriam, portanto, os rumos nessa temática?

Att,

Rubens Guimarães
Fisioterapeuta – Rio de Janeiro
rubens_fisio@hotmail.com

Resposta
Régis Ferraz 17/09/2015 at 16:29

Prezados leitores, boa tarde

Acredito que a solução para essas questões seja um bom modelo de gestão, capaz de gerar para a empresa as condições necessárias de sustentabilidade e para os funcionários uma boa remuneração.
Afirmo isso por experiência própria.
Sou gestor de uma empresa de serviços de saúde que funciona desde 2004 em Recife-PE, um dos mais importantes polos médicos do Brasil. Em 2010, adotamos um modelo que fora estudado por 06 (seis) meses e que já foi ajustado outras 04 (quatro) vezes ao longo desses cinco anos. E essa metodologia de trabalho proporcionou uma grande evolução da empresa e dos seus colaboradores.
Desejo boa sorte a todos!

Atenciosamente,
Régis Ferraz
RECIMED SOLUÇÕES EM SAÚDE
http://www.recimed.com.br

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