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Tendências para Acreditação em home care, por Dra. Luiza Watanabe

Dra. Luiza Watanabe é Pesquisadora e Doutora na área de assistência domiciliar; e Fundadora da empresa

Dizer que as empresas de assistência domiciliar seguirão a mesma tendência dos hospitais no que tange a não seria novidade. Afinal, o segmento de home care trafega no mesmo setor: a saúde. Há cada vez um número crescente de organizações de saúde buscando certificações de qualidade. Em parte, avalio que isso seja resultado da profissionalização da gestão das empresas, uma vez que a estabelece padrões e processos passíveis de comparação com as melhores práticas em nível nacional e internacional. Além disso, a certificação garante à instituição um selo que valida a qualidade do serviço oferecido.

Diante deste cenário, o desafio das empresas de home care para conquistar e, acima de tudo, manter uma acreditação reside em capacitação profissional, principalmente de nível técnico. A formação técnica e até mesmo a acadêmica, no geral, não prepara os profissionais para a dinâmica da assistência domiciliar. Os profissionais são preparados para a vivência hospitalar.

Entre os profissionais de saúde, há ainda um mito de que o trabalho na assistência domiciliar é temporário. Isso prejudica a perenidade e qualidade do serviço assistencial. E, novamente, a solução está na educação e formação de profissionais.

Empresas que investem na personalização e preparação do profissional para atuar na residência do paciente precisam preparar os profissionais abordando desde os princípios gerais do envelhecimento até aspectos psicossociais, comportamentais e de relacionamento com o idoso ou qualquer outro paciente, família e profissionais.

Ao passar por um processo de acreditação internacional, me deparei com uma série de exigências e protocolos. Mas, independente do que manda o manual, a minha análise de mais de 20 anos de carreira aponta que se a instituição deseja entregar um bom atendimento ao seu cliente deve investir em capacitação dos profissionais e integra-lo ao perfil de trabalho da empresa antes de coloca-lo na casa do paciente. O ideal é agir preventivamente em todos os casos.

Portanto, preparar o profissional e capacitá-lo antes dele iniciar sua atuação em domicílio é a principal maneira de garantir a qualidade, evitar transtornos para a família, equipe e todos os envolvidos.

Tendência de um novo mercado

Há pouco mais de 20 anos, observamos o segmento de Home Care crescer junto com a demanda da sociedade e do próprio setor de saúde. Hoje, em um cenário de envelhecimento da população, mais do que assistência domiciliar, está surgindo um novo profissional: o Cuidador.

Acredito que a tendência da assistência domiciliar é incorporar também este serviço de baixa complexidade clínica, mas que exige um alto nível de comprometimento do profissional, que vai além das capacidades técnicas de cuidados de enfermagem e entra nos hábitos de vida de cada paciente.

Métricas como úlcera por pressão e quedas passarão a ser tão importantes quanto indicadores de qualidade de vida dos pacientes.

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